terça-feira, 18 de maio de 2010

Garota Radical Cap. 24

Capitulo 24

O amor, não nasce quando queremos, e nem em um lugar e uma hora exata, o amor nasce de gestos, de tempo, de cultivações e de sentimentos positivos. Pois só pode ser amado aquele que ama, ama além de tudo a sí mesmo, a sua família e aquele amor que mesmo brigando, mesmo ficando dias sem se falar, mesmo magoando... nunca acaba. Pois quando se é verdadeiro, nada acaba, nada destrói o amor. Lembre-se do que eu digo, o amor é o sentimento mais poderoso, você pode ser feliz ou sofrer com ele, pode rir ou pode chorar, resumindo tudo isso... o amor move montanhas, e um dia ele pode te flechar.


O fato é, ele sempre será o garoto rebelde e ele sempre será a garota radical, porém agora com uma diferença. Eles estavam juntos, unidos pelo destino e pela força do amor.
THE END

Garota Radical Cap. 23

Capitulo 23

– Meu amor, lembra quando você falou mãe dos seus filhos? – ela falou o olhando nos olhos e colocando a mão dele sobre sua barriga.
– Não acredito – Os olhos brilhavam e ele estampava um sorriso, fazia de leve um carinho na barriga de Cris – Sério mesmo? – Ela assentiu, ele começou a chorar... novamente, todos bateram palmas. – Eu te amo Cristiana, você é a mulher da minha vida – eles se beijaram novamente.Chegava o dia mais emocionante da vida de Cristiana, um mês após se tornarem noivos, marcaram a data do casamento, Cris já tinha a barriga um pouco saliente e Fiuk era só sorrisos, nesse momento ele recém chegava a igreja, cumprimentando todos com um largo sorriso no rosto. Cris ainda se arrumava, a maquiagem e o cabelo já estavam prontos, sua mãe chorando – de emoção – a ajudava com o vestido, e com o véu. Os padrinhos do casamento, por incrível que pareça, pelo lado de Fiuk eram Mariana e Murilo e pelo lado de Cris eram Erich e Giovana. Fiuk já estava nervoso, mal havia chegado na igreja e as mãos já começavam a suar, era difícil descrever a sensação de estar casando com a mulher da sua vida, sendo essa... estando grávida, Fiuk tentava conter a emoção, como eu disse... tentava, de vez enquando algumas lágrimas insistiam em cair.
– Ela chegou – a mãe de Cris entrava na igreja anunciando a Fiuk que a filha já estava pronta.
– Chegou – ele murmurou para si mesmo sorrindo, indo para o altar.As marchas nupciais começavam a soar, na frente, sendo assim entrando primeiro na igreja... Daniel e Izabella entravam como se fossem um casal segurando as alianças, logo atrás entrava Cris, com com João, ela tentava, mas não conseguia resistir as lágrimas, trajando um delicado e longo vestido branco, com algumas pedrinhas rosas, ela entrava exibindo um sorriso e sua barriguinha de um mês e alguns dias, o buquê eram rosas, as flores preferidas dela, tudo simples, mas com muitos significados. Significado principalmente da felicidade. Felicidade não só de ambos, mas também da família e de amigos. Com as alianças, Daniel e Izabella pararam no altar, seguidos de joão e Cristiana.
– Faça minha amiga muito feliz viu Fiuk? – João sorriu e deu um beijo na bochecha de Cris, em seguida se retirando. A mesma pegou a mão de Fiuk. Ambos estavam suando e com os corações acelerados, as emoções? A flor da pele.
Ambos se olharam, trocando olhares cúmplices... Os dois emocionados, e querendo terminar tudo aquilo rapidamente, para emfim serem... marido e mulher.
– Familiares, amigos e todos presentes aqui hoje. – O padre deu inicio a cerimônia – Compartilhando dessa mesma alegria, todos unidos em uma só devoção. Abençoo esses dois seres iluminados que desejam seguir suas vidas juntos. Em nome do pai, do filho, do espirito santo, amém. – ele fazia gestos, enquanto falava.
– Cristiana Peres, você aceita Filipe Galvão, como seu marido? Para ama-lo e respeita-lo por toda sua vida até que a morte os separe? – O padre perguntou olhando na direção de Cris, essa sorriu e olhando para Fiuk respondeu
– Aceito.
– Filipe Galvão, você aceita Cristiana Peres, como sua esposa? Para ama-la e respeita-la por toda sua vida até que a morte os separe? – O padre perguntou, agora olhando na direção de Fiuk, este sorriu e rapidamente respondeu.
– Sim.O padre falou mais algumas coisas, como o que eles tinham que falar quando pusessem as alianças, depois disso cada um falou o seu discurso e por último.
– O noivo pode beijar a noiva. Eles se beijaram, um beijo calmo e cheio de amor, cheio de significados, cheio de expectativas, não só para eles mas para o filho – ou filha – que iria nascer.

Garota Radical Cap. 22

Capitulo 22

– Fiuk? – ela o chamou em um murmurio.
– Oi – ele respondeu ainda fazendo um carinho nos cabelos dela e a abraçando como se quisesse protege-la.
– Nada me faria mais feliz se você fosse o homem que me fizesse mulher – ela mordeu o lábio inferior esperando a resposta dele. Fiuk somente sorriu e a beijou. E ali, mesmo nas condições que Cris se encontrava selaram seu amor, unindo-se em um só.– E então Murilo o que vamos fazer agora? – Mari perguntava a Murilo, eles ainda estavam no aeroporto.
– Vamos viver, vamos ser felizes – ele sorriu a pegando no colo e girando mais uma vez.
– Isso quer dizer que você não vai mais para Paris?
– A única pessoa que podia me impedir de ir para Paris está na minha frente, aqui e agora – Murilo sorriu e deu um selinho em Mari. Eles se abraçaram e saíram juntos do aeroporto. Só passaram na casa de Murilo para largar as malas e contar tudo aos pais dele e depois sairam juntos para um passei romântico, foram a sorveteria, ao parque, comeram algodão doce, entre beijos e muito amor, eles acabaram a sua história felizes, mesmo que ela nunca tenha pensando em Murilo como o garoto dos seus sonhos, ela o amava e era só isso que importava, quando o amor existe, ele pode mover até montanhas... move qualquer coisa, pois o que importa não é o dinheiro ou a fama que você tem, mas o tanto de pessoas que conquistou e deu amor durante toda sua vida, pois o amor... é o que nos une ao contrário do dinheiro que simplesmente pode acabar com uma vida em menos de um segundo.
– Caramba, dois casais em menos de dois dias? – Isabella falava pasma, a galera estava toda reunida no rocket, Erich e Fiuk viraram amigos, pois Erich acabou entendendo que o homem da vida de Cris sempre seria Fiuk, Mariana e Murilo formavam o segundo casal, e a galera mesmo brigando e acima de todas as diferenças era a amizade que importava.
– E um brinde de Milk Shake – Daniel gritou, todos levantaram seus milk shakes e fizeram um brinde.
– Hey hey gente, eu tenho um anuncio a fazer – Fiuk se pronunciou, chamando a atenção toda para ele.
– O que foi amor? – Cris perguntou, ele estavam abraçados, ela de costas para ele, e as mãos juntas uma na outra. – Aconteceu algo? – perguntou preocupada.
– Vai acontecer – ele riu e deixou o milk shake dele sobre a mesa – CRISTIANA PERES – ele se ajoelhou e tirou do bolso uma caixinha de veludo em um tom rubro – VOCÊ ACEITA SE CASAR COMIGO, SE TORNAR MINHA MULHER E MÃE DOS MEUS FILHOS? – Cris o fitou sorrindo, as lágrimas desceram descompassadamente, se abaixou na frente dele, lhe dando um beijo.
– Eu aceito meu amor, eu aceito me casar com você – Ela o abraçou e ele se levantou com ela no colo, a girando.
– Eu te amo – ele a colocou no chão, mas ainda mantendo os corpos próximos e ainda abraçados.
– Eu também te amo meu amor – Ele colocou o anel no dedo dela delicadamente, em seguida a beijando, nesse momento... todos bateram palmas.Cris se separou dele ainda sorrindo e pediu a todos para a escutarem.
– Eu também tenho uma noticia – ela sorriu, ainda abraçada a Fiuk.
– Meu deus, quantas surpresas – Giovanna gritou e riu.

Garota Radical Cap. 21

Capitulo 21

– I caralho muleque, tá ligado frança ai vou eu – Murilo riu e ia em direção ao portão de embarque quando ouviu uma voz conhecida o chamando. A garota gritava “MURILO”
– Espera – ela continuava gritando, Murilo só se virou para trás pra ter a certeza de que realmente era ela, o que ele já sabia.
– Mariana? – ele a fitou, ela veio em sua direção arrancando as malas da mão dele.– Para onde pensa que está indo? – ela o abraçou, ainda ofegante... provavelmente teria ido correndo ao encontro dele.
– Eu estou indo para a França, mas espera... como me encontrou aqui? – ele perguntou pasmo.
– Você não vai para frança – Ela novamente tirou as malas da mão dele as jogando no chão – Eu fui até sua casa para falar que jamais esqueci o nosso beijo e nem que você quase perdeu seu amigo para ganhar um beijo meu, seus pais me avisaram que iria viajar, eu vim correndo para dizer... – ela pausou o fitando.
– Dizer?
– Dizer que eu te amo, e que você é o garoto mais incrível que eu conheço, aliás... o garoto mais incrível do planeta inteiro, fica aqui... fica aqui comigo por favor? – Mari iria se ajoelhar, mas Murilo a pegou no colo antes que ela fizesse isso.
– Eu te amo – Eles se beijaram, Mari ainda chorava.
– Cris? – Fiuk a chamava, ele havia recém acordado.
– oi, bom dia – ela acordou sorrindo para ele.
– Que lindo acordar assim, mas já são sete horas da noite – ele riu, afagando os cabelos dela.
– Nossa, já? – ela riu – estávamos com sono mesmo. – Fiuk concordou, eles se olharam fixamente e ambos tiraram o sorriso, ficando sérios e calados.
– Com licença – a mãe de Cris entrou no quarto – Me desculpem se eu atrapalho algo, mas vim aqui trazer um lanchinho para vocês seus dorminhocos – Fiuk fechou a cara, e Cris ria da cara dele.
– Não atrapalhou nada não mãe – Cris pegou uma torrada na bandeja – Pode ligar a TV mãe? – a mãe de Cris assentiu e sorriu, ligou a TV e saiu do quarto de fininho.
– Pode parando com essa cara, não iria acontecer nada aqui mesmo – ela tomava o suco.
– Não mesmo? – ele se deitou por cima dela na cama, tendo cuidado com o pé dela.
– Ér... Fiuk – ela murmurou.
– Fala olhando nos meus olhos que não quer isso tanto quanto eu – Ele a perguntou. Ela não conseguia, na verdade queria isso e muito, desde que estava naquele hospital, desde que acordou não pensava em outra coisa a não ser nos lábios dele, mas ele desconfiou dela. Não tinha mais a confiança entre os dois. Ela apenas fechou os olhos e ele então começou um beijo calmo, um beijo com saudade... a tempos queria estar com ela, estar beijando ela, estar cuidando dela... Como amava aquela garota... o beijo foi ficando cada vez mais intenso, ambos não se controlavam mais.
– Chega Fiuk – ela parou tudo – Não posso fazer isso – ela o fitou.
– Porque? – Fiuk perguntou sem entender nada.
– Porque não posso e pronto – ela ia se esquivando novamente, mas ele a puxou a deitando na cama e novamente ficando por cima dela.
– Não vou te obrigar a nada, mas converse comigo – ele passou a mão levemente sobre o rosto dela
– Me fale o porque? A falta de confiança não é, pois você já me deu provas suficientes de que posso confiar em você, eu te amo Cris e eu não falo isso da boca para fora – a fitou com mais intensidade.
– Ai é que está – ela o fitava também – Você precisou de provas para medir o tanto do meu amor por você – ela virou o rosto – E também... não é só por isso – ela falou rapidamente – Eu sou... virgem – ela sussurrou.
– Você nunca fez isso? – ele perguntou saindo de cima dela e se sentando sobre a cama. Ela se aproximou dele, sentando-se ao seu lado.
– Você não aceita não é mesmo? – ela baixou a cabeça.
– Não, para com isso Cris – ele a abraçou – Eu fico até emocionado, mesmo que eu não seja o cara que você queira para lhe fazer mulher, eu fico emocionado de verdade por você ser aquilo que eu sempre imaginei – ele a fitou, colocando uma mecha dos finos cabelos dela para trás.
– Como sempre imaginou? – ela o olhou sem entender nada, e a resposta a atingiu em cheio a fazendo chorar.
– A garota que eu sempre imaginei que fosse, uma garota direita e que sabe o seu próprio valor– ele sorriu e a abraçou ainda mais.
Ficaram um tempo em silêncio.

Garota Radical Cap. 20

Capitulo 20

– Eu preciso que me desculpe, só assim posso tirar essa culpa que me consome, você quase morreu por mim culpa... – ela o interrompeu.– A culpa não foi de ninguém, a culpa foi minha de ter pego o skate sem estar em condições para isso... – ele ia falar mas ela colocou a mão na boca dela, para impedi-lo de falar – A culpa foi toda minha. E eu te perdoo sim, por ter desconfiado de mim. – ela tirou devagar a mão da boca dele.– Isso quer dizer que vamos poder voltar a ser como eramos
– Como assim?
– Eu preciso pensar melhor se podemos ser namorados novamente, namorados confiam, para ter amor precisa ter respeito e ainda não chegamos a uma conclusão sobre isso certo? – Ele assentiu mesmo sem concordar com ela.
– Mais eu te amo Cris – ela o impediu de terminar.
– Você tem certeza disso Fiuk? – ela o perguntou, ele ficou calado – Ótimo, por favor me deixe dormir, estou muito cansada. – Ele ficou calado durante alguns segundo, fez um carinho no cabelo de Cris, seguido por um beijinho na testa. Depois destrancou a porta se retirando.
– Pai, por favor – Murilo implorava.
– Como quer mudar de escola no inicio do ano? E pior, mudar de país? Está louco Murilo? – O pai perguntou não entendendo a atitude do filho.
– Eu juro que darei mais atenção aos estudos, por favor me deixe ir pai, eu preciso de um tempo longe do Primeira Opção – Longe da Mari, Murilo pensou.
– Ok, tudo bem... Você vai, mas se quiser voltar vai ter que esperar até o final do ano ok? Pois não sou louco de ficar de tirando e colocando de colégio. – Murilo assentiu e foi arrumar suas coisas, viajaria amanhã mesmo.
Era o grande dia esperado por Cris, sua saída do hospital, estava tão feliz... Fiuk e sua mãe estavam lá para ajuda-la com as muletas, com as malas e com tudo que precisa-se, assim que chegaram ao apartamento de Cris, Victor saiu correndo em direção a ela.
– Cris, não pude te ver – ele a abraçou
– Mas em troca copiei toda a matéria para você. – ele sorriu.– Mas nem somos da mesma turma – ela o olhou desconfiada.
– Peguei com a Gio e depois anotei para você nesse caderno – ele sorriu e entregou para ela um caderno com poucas folhas anotadas e as outras em folhas, todas em branco.
– Poxa, obrigada Victor – ela sorriu pegando o caderno.
– É chega né? – Fiuk dizia com ciúmes – Vamos entrando, vem Cris – a pegou no colo, entrando com ela no apartamento.
– Bota ela na cama Fiuk, por favor – a mãe de Cris sorriu. – Eu vou para meu tratamento agora, o Fiuk vai cuida de você ok eu amor? – ela sorriu e Cris assentiu, a mãe lhe deu um beijo na testa e saiu.Fiuk esperou a mãe de Cris sair e fechou a porta do apartamento, depois indo até o quarto de Cris e se sentando ao lado dela na cama.
– Precisa de algo? – ele perguntou preocupado. Cris somente sorriu.
– Preciso de você, sempre comigo – ela o abraçou e ele sorriu, era só o que queria, era só o que ele precisava ouvir... Estavam em silêncio ambos, Cris quase dormia...
– Cris? – ele murmurou.
– Oi? – ela respondeu baixinho.
– Me deixa pagar sua fisioterapia? Eu me sinto culpado por tudo que aconteceu, estou preocupado com você e não quero que vá para um hospital público, a cura vai ser mais demorada – ela o fitou.
– Eu concordo com você – ele sorriu – Mas minha mãe nunca iria aceitar – ele parou de sorrir e ela voltou a se encostar no peitoral dele.
– Convence ela, se quiser te ajudo – eles riram.
– Tudo certo então – Fiuk ia beija-la, mas ela desviou, assim logo Cris dormiu, seguido de Fiuk que ainda ficou como um espião vendo ela dormir, até ele pegar no sono também.
“Atenção passageiros para o voô 1832 da gol, com destino a paris. Queiram todos se direcionar ao portão de embarque de número 6. Muito obrigada e uma boa viagem”.

Garota Radical Cap. 19

Capitulo 19

Quando chegaram ao quarto de Cris, o médico conversava com a mesma. Ela falava sobre o pé, dizia que estava doendo, contava tudo murmurando... Tinha acabado de acordar, ainda estava pálida mas não como antes. Fiuk entrou na sala ainda não entendo o que estava acontecendo, como á dez minutos atrás ela estava em coma e agora havia acordado e estava conversando e até sorrindo para o médico?
– A dói ai sim... – Estava fazendo um exercício, onde o médico tocava em seu pé e ela dizia aonde estava doendo. Fiuk bateu a porta para demonstrar que havia alguém entrando, assim que Cris o viu os olhares se cruzaram, e ela parou imediatamente de responder o médico, naquele momento só existiam eles dois. Quando o médico tocou em um lugar que doía mais ela gritou.
– AAAAAAAAAAAAAAIIIIE droguinha – ela fazia um escândalo na cama, o médico a olhava sem entender nada, ela não tinha avisado nada.
- Ela está bem? – Fiuk perguntou sem entender nada e se aproximando da cama.
– Está sim, ela só ficou um pouco desatenta e eu acabei apertando forte demais uma região que não podia – ele se explicou – Mas to vendo que precisam falar com ela não? – Murilo e Fiuk assentiram
– Vou me retirar, vem Ana. – ele chamou a enfermeira que estava com ele na sala para se retirar também.Murilo que até então estava encostado na porta se aproximou da cama ficando ao lado de Fiuk. Cristiana somente os olhou, realmente ela não estava entendendo nada. E já que nenhum dos dois falava, ela resolveu falar.
– Murilo, vai embora daqui seu idiota – ela gritou atirando um travesseiro nele, o travesseiro que estava em baixo das pernas dela.
– Calma – Fiuk defendeu o amigo, em seguida pegando o travesseiro do chão e colocando em baixo do pé dela novamente.
– Voltaram a ser amiguinhos agora, e a vilã sou eu? – ele gritou raivosa.
– Não Cris, para – Fiuk tentava a acalmar – É assim... Foi tudo uma armação, e o Murilo veio aqui e me contou tudo e ele quer te pedir desculpa – Fiuk falou rápido antes que Cris tivesse outro ataque.
– O que? – ela se acalmou.
– É isso mesmo que o Fiuk disse – Murilo finalmente falou – A Mari me convenceu a fazer tudo isso, eu juro que não queria... Mas ela me disse que me daria um beijo e... – pausou – Eu também tava com ciúmes do meu amigo poxa – Falou rápido, cruzou os braços e fez um biquinho, fazendo Cristiana rir.
– Tu não tinha me falado isso – Fiuk falou rindo. – Ciumento – Fiuk apertou as bochechas dele.
– Tá chega de melação mano – Murilo se soltou, e Cristiana estava pensativa.
– Mas... Murilo se gosta muito da Mari né? Para fazer uma pessoa quase morrer, ficar um mês sem andar de skate e ainda ficar sem namorado – Ela olhou para Murilo.
– Eu até gosto dela, mas ela não gosta de mim – ele falou triste – Eu vou esperar o mês de julho chegar para viajar, conhecer pessoas novas nessas férias, quem sabe eu esqueço ela – sorriu – Quanto ao skate e a quase morte me desculpa, eu realmente não tive a intenção... Agora sem namorado acho que você não vai ficar não – riu e olhou para Fiuk – licença, que agora eu preciso deixar vocês dois se entenderem.Fiuk foi até a porta e a trancou, logo depois foi novamente até a cama e se sentou ficando cara-a-cara com Cris. A mesma respirou fundo, teriam muita história para resolver ali, naquele momento.
– Então, antes de tudo... até mesmo antes de te pedir desculpas, quero te ouvir primeiro, quero ouvir sua versão, coisa que eu devia ter feito desde antes de tudo isso acontecer, se você está nesse estado, uma parte mesmo que seja pouca é culpa minha – ele pegou nas mãos dela, e ela começou a falar.
– É, eu nem sei o que dizer... Só que eu estava gostando muito de estar com você – ela abaixou a cabeça – Você foi minha única alegria desde a morte do papai – as lágrimas desciam, era duro perder seu pai e seu namorado sem ter feito nada por isso – Murilo me pegou desprevenida, eu o teria afastado se você não tivesse feito isso e ainda pensando as coisas más de mim – ela levantou a cabeça – Você se deixou levar pelo momento e não confiou em mim Fiuk... fico triste com isso – ela o fitou.

Garota Radical Cap. 18

Capitulo 18

– Cara não é problema dinheiro para mim, se a senhora quiser eu posso falar com meu pai... – A mãe de Cris o interrompeu.
– Nem pense em falar mais além disso, iria me ofender muito – ela falou ainda chorando – Eu vou resolver isso sozinha – Fiuk se calou e assentiu – A minha filha porque faz essas loucuras? – perguntou se virando para Cris e pegando de leve em sua mão – Você sempre dizia que era a melhor e que ninguém podia fazer nada acontecer a você quando estivesse em cima daquele monstro assassino de pessoas – a mãe de Cris falava em relação ao skate – Eu te amo meu amor, acorda por favor? – a abraçou – Você é a única coisa que eu tenho, não me abandone como seu pai fez – abraçadas, a mãe de Cris chorava, Fiuk sentou em uma das cadeiras que tinham no quarto e colocou as mãos sobre a cabeça, assim começando a chorar... sentia-se culpado. Muito culpado.A noite Fiuk quem passou com Cris, devido ao fato da mãe estar muito cansada, já era uma idosa, precisava descansar. Fiuk não conseguia dormir direto, não pelo fato de estar em um sofá – isso nem era problema para ela – Mas sim pelo fato de toda hora que conseguia dormir pensar que Cristiana poderia acordar o fazia acordar e dar uma olhada nela, que continuava em seu sono profundo.Os alunos se atumultuavam no patio do colégio, Livramento havia chamado todos para dar uma noticia.
– Bem pessoal, lhes chamei aqui para comunicar algo que me foi dito ontem a noite, pela própria mãe da aluna – ele fechou as mãos, apenas fazendo um gesto para os alunos se calarem – Cristiana Peres sofreu um acidente e está em coma. – Ouviu-se um grande zunido e Livramento não conseguia mais falar – Calem-se por favor, deixem-me terminar – ele tentava calar a multidão – Ela está no hospital central, e a mãe dela pediu que todos passem energia positiva.
– Você ouviu isso? – Murilo cochichou para Mari.
– Ouvi cara, será que foi por culpa da nossa pequena armação ontem? – Murilo e Mari se afastaram do tumulto saindo para fora da escola e pegando um taxi.
– Toca para o hospital central – Murilo falou ao taxista.
– Cara precisamos fazer algo, e se foi por nossa culpa que a idiota da Cristiana está em coma? – Mariana não queria admitir, mas estava com muito medo, não por Cris, mas se Cris morresse tentariam investigar tudo, até o que causou a morte dela... Tudo bem, eu desisto... ela realmente estava preocupada com Cris. Os dois juntaram dinheiro para pagar o taxi e desceram entrando assim no hospital, perguntaram sobre Cristiana e avistaram Fiuk na sala de espera, tomando algo que parecia ser um café.
– Fiuk precisamos de contar algo – ambos falaram juntos.
– Wow wow wow, falem um de cada vez... Aliás seu traidor acho que não temos nada para falar não? – Fiuk perguntou a Murilo.
– Escuta, perdoa o Murilo – Mari se pronunciou, e Murilo estranhou ela o estar defendendo – Esse beijo foi tudo uma armação minha, eu convenci ele a ficar e a namorar com a Cris, tudo por uma vingança boba, porque você me dispensou – ela o olhou – A Cris te ama cara, não perde ela não – ela deu um sorriso para Fiuk, em seguida um beijo na bochecha de Murilo e saiu correndo do hospital.
– Você pegou a Mariana cara? – Murilo falou pasmo.
– É peguei, mas isso não é importante... – Ele abraçou Murilo – Me desculpa cara, me desculpa por desconfiar de você.
– Desculpas? Eu que tenho que te pedir desculpas, por ter beijado tua mina – eles se abraçaram. – Mas agora me diz onde está a Cris, preciso pedir perdão a ela. – ele falou entusiasmado.
– Não Murilo – Fiuk se sentou novamente abaixando a cabeça – Ela ainda não acordou – ele fitou o amigo, que estava com um semblante preocupado.
– Mas podemos ir lá né? – Fiuk assentiu e se levantou, Murilo somente o seguia, respeitava o silêncio do amigo.