Capitulo 18
– Cara não é problema dinheiro para mim, se a senhora quiser eu posso falar com meu pai... – A mãe de Cris o interrompeu.
– Nem pense em falar mais além disso, iria me ofender muito – ela falou ainda chorando – Eu vou resolver isso sozinha – Fiuk se calou e assentiu – A minha filha porque faz essas loucuras? – perguntou se virando para Cris e pegando de leve em sua mão – Você sempre dizia que era a melhor e que ninguém podia fazer nada acontecer a você quando estivesse em cima daquele monstro assassino de pessoas – a mãe de Cris falava em relação ao skate – Eu te amo meu amor, acorda por favor? – a abraçou – Você é a única coisa que eu tenho, não me abandone como seu pai fez – abraçadas, a mãe de Cris chorava, Fiuk sentou em uma das cadeiras que tinham no quarto e colocou as mãos sobre a cabeça, assim começando a chorar... sentia-se culpado. Muito culpado.A noite Fiuk quem passou com Cris, devido ao fato da mãe estar muito cansada, já era uma idosa, precisava descansar. Fiuk não conseguia dormir direto, não pelo fato de estar em um sofá – isso nem era problema para ela – Mas sim pelo fato de toda hora que conseguia dormir pensar que Cristiana poderia acordar o fazia acordar e dar uma olhada nela, que continuava em seu sono profundo.Os alunos se atumultuavam no patio do colégio, Livramento havia chamado todos para dar uma noticia.
– Bem pessoal, lhes chamei aqui para comunicar algo que me foi dito ontem a noite, pela própria mãe da aluna – ele fechou as mãos, apenas fazendo um gesto para os alunos se calarem – Cristiana Peres sofreu um acidente e está em coma. – Ouviu-se um grande zunido e Livramento não conseguia mais falar – Calem-se por favor, deixem-me terminar – ele tentava calar a multidão – Ela está no hospital central, e a mãe dela pediu que todos passem energia positiva.
– Você ouviu isso? – Murilo cochichou para Mari.
– Você ouviu isso? – Murilo cochichou para Mari.
– Ouvi cara, será que foi por culpa da nossa pequena armação ontem? – Murilo e Mari se afastaram do tumulto saindo para fora da escola e pegando um taxi.
– Toca para o hospital central – Murilo falou ao taxista.
– Cara precisamos fazer algo, e se foi por nossa culpa que a idiota da Cristiana está em coma? – Mariana não queria admitir, mas estava com muito medo, não por Cris, mas se Cris morresse tentariam investigar tudo, até o que causou a morte dela... Tudo bem, eu desisto... ela realmente estava preocupada com Cris. Os dois juntaram dinheiro para pagar o taxi e desceram entrando assim no hospital, perguntaram sobre Cristiana e avistaram Fiuk na sala de espera, tomando algo que parecia ser um café.
– Fiuk precisamos de contar algo – ambos falaram juntos.
– Fiuk precisamos de contar algo – ambos falaram juntos.
– Wow wow wow, falem um de cada vez... Aliás seu traidor acho que não temos nada para falar não? – Fiuk perguntou a Murilo.
– Escuta, perdoa o Murilo – Mari se pronunciou, e Murilo estranhou ela o estar defendendo – Esse beijo foi tudo uma armação minha, eu convenci ele a ficar e a namorar com a Cris, tudo por uma vingança boba, porque você me dispensou – ela o olhou – A Cris te ama cara, não perde ela não – ela deu um sorriso para Fiuk, em seguida um beijo na bochecha de Murilo e saiu correndo do hospital.
– Você pegou a Mariana cara? – Murilo falou pasmo.
– É peguei, mas isso não é importante... – Ele abraçou Murilo – Me desculpa cara, me desculpa por desconfiar de você.
– Desculpas? Eu que tenho que te pedir desculpas, por ter beijado tua mina – eles se abraçaram. – Mas agora me diz onde está a Cris, preciso pedir perdão a ela. – ele falou entusiasmado.
– Não Murilo – Fiuk se sentou novamente abaixando a cabeça – Ela ainda não acordou – ele fitou o amigo, que estava com um semblante preocupado.
– Mas podemos ir lá né? – Fiuk assentiu e se levantou, Murilo somente o seguia, respeitava o silêncio do amigo.

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