terça-feira, 18 de maio de 2010

Garota Radical Cap. 21

Capitulo 21

– I caralho muleque, tá ligado frança ai vou eu – Murilo riu e ia em direção ao portão de embarque quando ouviu uma voz conhecida o chamando. A garota gritava “MURILO”
– Espera – ela continuava gritando, Murilo só se virou para trás pra ter a certeza de que realmente era ela, o que ele já sabia.
– Mariana? – ele a fitou, ela veio em sua direção arrancando as malas da mão dele.– Para onde pensa que está indo? – ela o abraçou, ainda ofegante... provavelmente teria ido correndo ao encontro dele.
– Eu estou indo para a França, mas espera... como me encontrou aqui? – ele perguntou pasmo.
– Você não vai para frança – Ela novamente tirou as malas da mão dele as jogando no chão – Eu fui até sua casa para falar que jamais esqueci o nosso beijo e nem que você quase perdeu seu amigo para ganhar um beijo meu, seus pais me avisaram que iria viajar, eu vim correndo para dizer... – ela pausou o fitando.
– Dizer?
– Dizer que eu te amo, e que você é o garoto mais incrível que eu conheço, aliás... o garoto mais incrível do planeta inteiro, fica aqui... fica aqui comigo por favor? – Mari iria se ajoelhar, mas Murilo a pegou no colo antes que ela fizesse isso.
– Eu te amo – Eles se beijaram, Mari ainda chorava.
– Cris? – Fiuk a chamava, ele havia recém acordado.
– oi, bom dia – ela acordou sorrindo para ele.
– Que lindo acordar assim, mas já são sete horas da noite – ele riu, afagando os cabelos dela.
– Nossa, já? – ela riu – estávamos com sono mesmo. – Fiuk concordou, eles se olharam fixamente e ambos tiraram o sorriso, ficando sérios e calados.
– Com licença – a mãe de Cris entrou no quarto – Me desculpem se eu atrapalho algo, mas vim aqui trazer um lanchinho para vocês seus dorminhocos – Fiuk fechou a cara, e Cris ria da cara dele.
– Não atrapalhou nada não mãe – Cris pegou uma torrada na bandeja – Pode ligar a TV mãe? – a mãe de Cris assentiu e sorriu, ligou a TV e saiu do quarto de fininho.
– Pode parando com essa cara, não iria acontecer nada aqui mesmo – ela tomava o suco.
– Não mesmo? – ele se deitou por cima dela na cama, tendo cuidado com o pé dela.
– Ér... Fiuk – ela murmurou.
– Fala olhando nos meus olhos que não quer isso tanto quanto eu – Ele a perguntou. Ela não conseguia, na verdade queria isso e muito, desde que estava naquele hospital, desde que acordou não pensava em outra coisa a não ser nos lábios dele, mas ele desconfiou dela. Não tinha mais a confiança entre os dois. Ela apenas fechou os olhos e ele então começou um beijo calmo, um beijo com saudade... a tempos queria estar com ela, estar beijando ela, estar cuidando dela... Como amava aquela garota... o beijo foi ficando cada vez mais intenso, ambos não se controlavam mais.
– Chega Fiuk – ela parou tudo – Não posso fazer isso – ela o fitou.
– Porque? – Fiuk perguntou sem entender nada.
– Porque não posso e pronto – ela ia se esquivando novamente, mas ele a puxou a deitando na cama e novamente ficando por cima dela.
– Não vou te obrigar a nada, mas converse comigo – ele passou a mão levemente sobre o rosto dela
– Me fale o porque? A falta de confiança não é, pois você já me deu provas suficientes de que posso confiar em você, eu te amo Cris e eu não falo isso da boca para fora – a fitou com mais intensidade.
– Ai é que está – ela o fitava também – Você precisou de provas para medir o tanto do meu amor por você – ela virou o rosto – E também... não é só por isso – ela falou rapidamente – Eu sou... virgem – ela sussurrou.
– Você nunca fez isso? – ele perguntou saindo de cima dela e se sentando sobre a cama. Ela se aproximou dele, sentando-se ao seu lado.
– Você não aceita não é mesmo? – ela baixou a cabeça.
– Não, para com isso Cris – ele a abraçou – Eu fico até emocionado, mesmo que eu não seja o cara que você queira para lhe fazer mulher, eu fico emocionado de verdade por você ser aquilo que eu sempre imaginei – ele a fitou, colocando uma mecha dos finos cabelos dela para trás.
– Como sempre imaginou? – ela o olhou sem entender nada, e a resposta a atingiu em cheio a fazendo chorar.
– A garota que eu sempre imaginei que fosse, uma garota direita e que sabe o seu próprio valor– ele sorriu e a abraçou ainda mais.
Ficaram um tempo em silêncio.

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