sábado, 15 de maio de 2010

Garota Radical Cap. 8

Capitulo 8

Sala do diretor:
– Livramento por favor? – ela implorava de joelhos.
– Não Cristiana, não é não. Não vou deixar você parar de estudar por causa de argumentos bobos, e também não vou te deixar sem dupla no trabalho da professora de biologia, por uma simples implicância com o Fiuk.
– Não vai deixar mesmo! – Disse Fiuk entrando na sala – Deixa que eu me resolvo com ela Livramento – Falou batendo as mãos nas de Livramento e arrastando Cristiana para fora da sala.
– Qual teu problema garoto? – Brigou com ele, que nem dava bola, estava ocupado a empurrando para a direção do seu carro. Quando chegaram em frente ao carro Cris começou as reclamações. – Eu não vou entrar em um carro com você, sou contra estupros forçados – virou a cara.
– Estupros são todos forçados chatinha – ele riu e ela fechou a cara – Mas, você vai apenas estudar comigo – ele tentava a colocar dentro do carro.
– Não vou, não vou – batendo o pé e cruzando os braços.
– Vai sim dramatica, se não for eu vou te beijar – ele cruzou os braços e a encarou.
– Já estou indo – falou subindo rapidamente no carro.
– Coloca o cinto – disse dando a volta na caminhonete.
– E então o que vamos fazer Mari? – ele falava se servindo de sorvete no buffet.–
Tive uma ideia – pesando o seu copo de sorvete.
– Qual? – perguntou em tom baixo e colocando bastante calda de chocolate no sorvete.
– Quando nos sentarmos eu falo – pegou seu sorvete dando lugar para Murilo colocar o seu pra pesar.
– Cara, vai dar cem reais isso, colocou mil e uma coisas ai – o olhou assustada.
– Exagerada – falou a seguindo e se sentando na mesa de frente para Mariana – pronto, estamos sentados, agora fala – disse comendo um pouco de seu sorvete.
– Seguinte, você coloca uma pilha na cabeça do Fiuk para ele namorar com a Cris, e depois arranjamos um jeito de fazer algum garoto beijar ela e o Fiuk ver, ele vai terminar com ela na hora cara – riu tomando um pouco de seu sorvete – Vai ser uma ideia perfeita.
– Mariana, você pensou nisso tudo? Qual seu interesse nessa história? – perguntou desconfiado.
– O minimo, mais o Fiuk é um gato e a Cris é muito “meninino”, o Fiuk é muito gostoso para ela cara – completou seu pensamento, na metade de seu sorvete, enquanto Murilo... já havia terminado o dele.
– Fiuk, já estudamos demais... Agora eu vou mesmo – comunicou ela fechando os cadernos e as apostilas que se encontravam abertas ao chão do quarto.
– Tudo bem, e pelo visto também não vai aceitar minha carona nem com chantagem, acertei? – Ela acentiu e ele sorriu – Certo, eu te levo até a porta então.
– Obrigada – sorriu, pegou seu skate e seguiu Fiuk até a porta principal da casa – Tchal, e mais uma vez, muito obrigada por me ensinar a matéria, você tá sendo super legal – sorriu, subiu no skate e foi embora.Fiuk pegou uma latinha de coca-cola na geladeira e subiu para seu quarto, ligou o som e se deitou na cama, o inevitável aconteceu, pensamentos sobre Cristiana rondavam a cabeça do rapaz, não só os beijos, mas também as brigas, as alfinetadas, os estudos... Tudo nela tinha algo especial, embora ele não admitisse isso.
– Sua maluca – Ele riu e tomou um gole de sua coca-cola.Em cima do skate, fazendo manobras básicas, Cris estava com sua câmera fotográfica também, com música nos ouvidos e skate nos pés, ela fotografava todos que passavam na rua, e as fotos de pichações, flores e paisagens. Nesse ritmo chegou em casa.

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