sábado, 15 de maio de 2010

Garota Radical Cap. 6

Capitulo 6
– Me esperando boneca – ele provocou.
– Porque as vezes você é tão ignorante? – Bufou de raiva e saiu na frente.
– Você sabe onde tá o carro? – ele gritou.
– Não – gritou também, em seguida comendo um punhado de seu salgadinho.
– Então espera né? – correndo conseguiu chegar até ela. Seguiram até o carro, sem mais nenhuma palavra. Cris ligou o radio no alto volume e começou a dançar dentro do carro.
– Que foi que tá olhando? E você também que tá olhando – ela perguntava para as pessoas que passavam e viam a cena.
– Você bebeu? – puxou ela pra dentro do carro e fechou os vidros, o que não foi muito difícil já que esses eram automáticos.
– Não, aliás... estou morrendo de fome. A única coisa que coloquei na boca hoje foi esse salgadinho – ela riu comendo mais um pouco do salgadinho. Em poucos minutos chegaram a casa de Fiuk, Cris ficou admirada, afinal... sua mãe tinha dinheiro mas era muito pouco comparado a casa de Fiuk, seu apartamento não fazia nem metade da casa de Fiuk, talvez... fizesse o banheiro. Ela riu com esse pensamento e desceu do carro.Chegaram em casa e a empregada já havia feito o almoço, almoçaram e depois foram para o quarto de Fiuk a fim de terem uma privacidade e um silêncio maior para estudarem, passaram a tarde inteira estudando.
– Fiuk... Não aguento mais, chega chega chega... e tu não tem paciência comigo também – Disse ela jogando a caneta em cima do caderno e o fitando.
– Calma, tudo bem... a gente para, é cansativo mesmo, mas presta atenção... Se você estudar mais, se livra de mim mais rápido – ele sorriu e ela começou as alfinetadas.
– Pode mandar mais, eu aguento... onde estávamos mesmo? – eles riram.
– Quanto ódio nesse coraçãozinho, por falar em coração... Ontem eu entendi o porque de você ser assim – ele tocou no assunto de uns dias atrás.
– É tá sendo maior barra mesmo, mas ontem foi o limite... disse para ela ir procurar uma ajuda se não quem faria isso era eu – ela comentou. Se olharam, o silêncio reinou.
– É acho que vou embora – Cris falou se levantando, mas Fiuk foi mais rápido.
– Não, espera – No puxão que ele deu no braço dela, ela se desequilibrou e caiu, ele caiu por cima dela, as respirações já estavam descompassadas, os olhos cravados um no outro, e as bocas com sede de tomar uma a outra. Ambos se desejavam, e não tinha como negar mais isso, estavam a milímetros de distância, Fiuk lentamente passou seu nariz em volta do dela, voltou a olha-la e iniciou um beijo calmo e terno, que passou a ficar mais rápido com o tempo e com muito desejo.– Chega – ela se soltou do beijo – Já é o segundo beijo em menos de vinte e quarenta e oito horas, tá maluco? Sai de cima de mim – ela esperneava feito criança. Fiuk um pouco assustado saiu de cima dela.
– Cê tá maluca garota? – ele gritou.
– Você é que é um louco tarado – gritou e saiu batendo a porta. Fiuk bufou um pouco dentro do quarto e depois saiu atrás dela, afinal era de noite e ela estava sozinha.
– Espera garota – ele dizia indo atrás dela, a segurando pelo braço, quando conseguiu virar ela Cris estava chorando.
– Hey, o que foi? Não fica assim – Abraçou ela de lado – Vem, eu te levo para cara.
Minutos que pareciam séculos, e eles chegaram a casa dela. Em silêncio ela desceu do carro, entrou em casa e simplesmente capotou na cama, já ele ainda teria um longo caminho até em casa, decidiu parar em uma dessas AM PM'S de posto que ficam abertas até tarde para esfriar um pouco a cabeça, era incrível que sua vida de pegador, de jovem rebelde estivesse mudando tanto, ele pegou somente uma latinha de coca-cola e se sentou em uma das mesas, e novamente se lembrou dos beijos, dos dois, vinham em sequencias diferentes e a sua vontade era voltar a casa dela imediatamente e beija-la de novo. Terminou sua latinha, pagou e saiu. Chegando em casa a única coisa que fez foi dormir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário