sábado, 15 de maio de 2010

Garota Radical Cap. 5

Capitulo 5

O beijo cessou pela falta de ar de ambos, os corpos quentes, as mentes pesadas, ambos não sabiam o que pensar... o que sentir e como agir. Mas daquele beijo tenha a certeza, nenhum dos dois se arrependia.
I don't know what to do.
(...Eu não sei o que fazer...)
Cause I'm falling for you.
(...Porque eu estou caindo por você...)

Se separam, Fiuk de um lado do sofá e Cris do outro, a primeira reação foi se entre olharem e disfarçarem o olhar, alguém tinha que quebrar o silêncio, e esse alguém foi Cris.
– É, não to com cabeça pra estudar hoje, será que podemos marcar para outro dia? – Ela perguntou sem olhar ele nos olhos, se isso acontece podia ser perigoso para ela, perigoso para os dois.
– Tudo bem, eu...e...u vou indo então – falou indo em direção a porta e saindo.Cris se deitou no sofá e ficou pensando, mas algo veio em sua mente como se fosse uma onda que ela tentava quebrar, o beijo, em tudo que ela pensava era no beijo e de como tinha ficado, de um modo como nunca havia ficado com ninguém.No carro, Fiuk pensava no beijo, como um batalhão as imagens vinham em sua mente, que diabos tinha sido aquele beijo? Ele não sabia ao certo, mas tinha gostado... e muito, só não queria admitir.
No dia seguinte, a mãe de Cris estranha a filha estar dormindo em um sofá.
– Meu amor, o que aconteceu com você? – perguntou sacudindo a filha que a essa hora já se acordava.
– O que houve com você mãe? De novo eu cheguei e a senhora estava naquele estado, você precisa de ajuda, não consigo e não posso mais conviver com isso, e ontem foi o meu limite, espero que a senhora procure uma ajuda, porque se não fizer, faço eu, bem... agora vou tomar meu banho e ir para escola, também não quero perder o ano e dar mais um desgosto para senhora – foi irônica se retirando e deixando a mãe pensar.Ele viu ela chegando de skate, o papo que tinha com Murilo pareceu não fazer mais sentido e a única coisa que conseguia fazer era olhar para ela, não parecia estar bem, não estava com uma cara boa, pode ter sido por ontem...por sua mãe ou... por ele.
– Cris, Cris – ele a chamou.
– Se veio brigar por favor, hoje não... Já discuti em casa com minha mãe – ela já foi revidando.
– Nem é isso, queria saber se podemos estudar hoje? A matéria tá passando e você não pegou nem a do primeiro mês ainda.
– Tudo bem, mas pode ser na sua casa? Não quero passar por aquela situação de novo e também não quero que você passe.
– Ok, lá em casa hoje... a gente pode sair junto? – ela assentiu e ele na empolgação lhe deu um beijo na bochecha.
– D..d...es..culpa – ele sorriu e voltou para o lugar onde Murilo estava, mas antes gritou – Te espero na saída.
– Cara que melação foi essa? Não te reconheço mais, antes vocês pareciam coca-cola quando vê pepsi, sempre brigando e agora esse love todo? Não to te reconhecendo mais Fiukito ou diria... Frukito? – Fiuk deu um pedala em Murilo.
– Tá maluco é moleque? Não é melação não, a gente só combinou de estudar, e não me olha com essa cara – ele já foi se adiantando – porque tudo isso é culpa do Livramento.O sinal ecoou anunciando que todos deveriam estar dentro das salas de aula, Fiuk entrou na sala e o olhar rapidamente se cruzou com o de Cris que estava sentada na primeira classe. Esse desviou rapidamente passando para as cadeiras mais de trás onde era seu lugar de costume.
– Cristiana, me responda essa pergunta por favor? – O professor apontava no quadro a questão em que Cris tinha que responder, mas essa não sabia... afinal, não tinha conseguido estudar nada e nem estava com estado de espirito pra isso – Professor eu não sei a resposta, de boa mesmo.
– Mais tente, estamos todos aqui para aprender não? – “Ah! Que cara mais mala, queria eu estar andando no meu skate agora”,AAA não me tente Cristiana mental, se fosse por mim já estaria faz tempo, mas preciso estudar esqueceu?” “sem graça”.
– Professor acho melhor o senhor não insistir, a Cris tá passando por umas coisas ruins em casa e ela também chegou agora e eu nem tive tempo de ajudar ela na matéria – a voz soou lá de trás e assim que terminou, começaram os risinhos, as piadinhas, as gracinhas e todas aquelas coisas de adolescentes.
– Tudo bem, não insistirei, alguém quer responder essa pergunta? – perguntou. Ela saiu da sala, passou na máquina e pegou um salgadinho em seguida ficou sentada esperando Fiuk.

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