Capitulo 2
– Sim eu to muito bem, tire suas mãos de mim seu ogro – Me levantei, com um pouco de dificuldade, confesso... mas o importante era não precisar da ajuda daquele que me atropelou u.u, peguei meu skate e sai andando, talvez ainda desse tempo de chegar na escola, mas antes eu teria que passar no banheiro, eu estava com a testa e o joelho sangrando, se mamãe visse isso botaria a culpa no meu pobre bebê(leia-se: O skate). Inicio de ano e eu chegando atrasada, novo colégio, nova vida... e eu chegando atrasada, eu não canso de dizer que eu cheguei atrasada porque um maluco me atropelou, como eu sofro nessa vida meus deus. Sim com meu drama todo eu cheguei ao colégio, corri para o banheiro, fiquei mais “apresentável” e sai rumo a sala do diretor, precisava saber aonde eram minhas aulas já que não tinha um único ser naquele pátio, e adivinha porque? Pelo fato de eu estar chegando atrasada. U_U'
– Cristiana – o diretor sorriu. – Pensei que não viria mais, – porque existem pessoas irônicas no mundo? – vamos, vou te apresentar para a turma – ele falava me puxando, isso me lembrou meu tio, ele sempre fazia isso e também sempre dizia “como você cresceu” coisas de tio chato, todo mundo tem um. Eu ri sozinha novamente.
Sala de aula:
– Cara eu atropelei um garota hoje – Fiuk contava para Murilo.
– I teve presunto – ele riu da piadinha recebendo uma cara nada boa da professora – Mas e aê cara, foi por isso que chegou tão atrasadão? – perguntou.
– Claro né? E a garota ainda era maluca muleque, mas era gatinha – eles riram. – Ai papai – bateram as mãos e receberam mais uma cara feia da professora.– Foi mal aê – Murilo gritou com uma das mãos levantadas.
– Professora, com licença? – O diretor colocou somente a cabeça para dentro da porta, chamando a atenção de todos presentes na sala – Aluna nova, posso apresentar? – ele sorriu e a professora assentiu.
– Professora, com licença? – O diretor colocou somente a cabeça para dentro da porta, chamando a atenção de todos presentes na sala – Aluna nova, posso apresentar? – ele sorriu e a professora assentiu.
– Eu não costumo fazer isso com todos alunos vocês sabem bem disso né? – O diretor entrava na sala arrastando Cristiana, que ainda com um pouco de dor no joelho entrava devagar. – Mas, Cristiana Peres, a Cris é um caso especial, ela foi expulsa dos últimos dois colégios que estudou – toda a sala começou a rir e fazer piadinhas – e foi trazida ao Primeira Opção para ver se conseguimos fazer algo por essa encantadora menina – ela piscou para Livramento como se fosse a pessoa mais meiga do mundo – Emfim... quem gostaria de ajuda-la a recuperar as matérias de Março? – Livramento até perguntou, mas depois da pergunta... silêncio. – Estamos em Abril, qual é pessoal é só um mês que terão que passar e explicar a matéria a ela – ele incentivou, ninguém respondeu – Ótimo, se é assim... eu mesmo escolherei – ele sorriu – Filipe Galvão, é você. – O garoto que estava em uma conversa “super produtiva” com o amigo nem se ligou no assunto, enquanto isso Cristiana o olhava com panico.“assassino a vista, esconda-se Cristiana, já pensou se ele resolve jogar uma caixa de giz em você?” .
– FILIPE GALVÃO – Livramento gritou.
– Oi? – ele se virou pra frente, quando viu Cristiana ali e os olhares se cruzaram teve uma sensação estranha, alias... Não era ela a garota que ele tinha atropelado? – Q..que fo...i prof...e..ss..or? – perguntou gaguejando, ainda olhando para Cris, que o olhava com uma terrível cara de pânico.
– Você é o escolhido – Livramento sorriu, Cristiana virou a cabeça em direção ao quadro, – eram canetas ao invés de giz e o quadro era branco – pelo menos esse risco ela não corria “Uffa!”.
– Você é o escolhido – Livramento sorriu, Cristiana virou a cabeça em direção ao quadro, – eram canetas ao invés de giz e o quadro era branco – pelo menos esse risco ela não corria “Uffa!”.
– Pra que? – ele abriu o olhos como se estivesse espantado.
– Vai ajudar Cristiana na matéria – sorriu paciente.
– E se eu não quiser? – Se escorou na cadeira, ficando mais a vontade.
– Vai ser ótimo se ele não quiser – Cristiana se meteu na conversa – Afinal, capaz de ele me fazer entender que 2+2 é cinco, só de vingança – todos riram, inclusive Livramento. Menos Fiuk é claro, e esse se levantou.
– Eu se fosse você não falava isso garota, afinal... quem precisa de ajuda aqui é você e não eu – a desafiou.
– Pois eu prefiro mil vezes ser burra do que aprender alguma coisa com você – gritou.
– Mesmo que eu fosse amarrado, esquartejado, estuprado jamais ensinaria algo a você – gritou se aproximando dela.
– Ei ei, chega vocês dois – Livramento se meteu na briga. – Vamos ter uma conversinha fora da sala de aula por favor, vão indo vocês dois na frente por favor. – Desculpa professora por isso, quero dar um aviso a vocês pessoal...

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