Capitiulo 16
– Murilo, é hoje... Tá preparado – Mari cochichou e o cutucou, ele se virou na cadeira olhando para ela.
– Não to preparado, você viu o que o Fiuk disse sobre traição? – Falou nervoso e Mariana rolou os olhos, decidindo partir para a chantagem.
– To vendo que você não quer meu beijo né? – fez um beicinho e dramaticamente uma cara triste, Murilo se sensibilizou e acabou concordando.
Cris e Fiuk saiam de mãos dadas da escola, porém Fiuk fez uma careta.
Cris e Fiuk saiam de mãos dadas da escola, porém Fiuk fez uma careta.
– Que foi? – perguntou Cris preocupada.
– To morrendo de fome – Fiuk respondeu, colocando a mão na barriga – Vou ali pegar algo para comer no bar, me espera aqui ok? – ela assentiu, se deram um selinho e ele saiu.
– Fala aê Cristiane – Murilo chegou ao lado dela.
– Meu nome é Cristiana Murilo, com A no final... Mas e aê, porque tá falando comigo? – perguntou estranhando, Murilo viu que Fiuk estava se aproximando e então agarrou Cris, atrás da árvores, Mari observava tudo sorridente. Era hoje que Fiuk lhe pagava por ter dispensado ela. Fiuk chegava comendo e nem olhava para frente, quando fez isso se arrependeu eternamente, era a pior cena que poderia ver na vida... Seu melhor amigo e sua.. sua namorado se beijando. Deixou a torrada e o suco que comia cair no chão, saiu correndo e soltando faíscas arrancou Murilo de perto de sua namorada, dando um soco no mesmo. Cris observava a cena horrorizada, algumas lágrimas já caiam pela face da garota, ela sabia que agora seria difícil fazer Fiuk acreditar que aquilo era tudo um mal entendido.
“eu não suporto traição, seja de namorada ou amigo”.
Com esse pensamento as lágrimas começaram a cair mais forte, Fiuk nunca acreditaria que ela era inocente nessa história, afinal... pegou eles dois se beijando, porque Murilo fez isso? Ela se perguntava.
– Fiuk – ela murmurou o puxando de cima de Murilo, que depois do soco que tomou ficou meio tonto e não conseguia se defender.
– ME SOLTA SUA TRAIDORA – ele gritou, o rosto estava vermelho, e podia-se ver as veias saltando na testa do mesmo – VOCÊS DOIS, AS PESSOAS QUE EU MAIS CONFIAVA NO MUNDO ME TRAIRAM, eu odeio ele – gritou – Eu odeio... – pausou – você – gritou, entrando no carro e dando partida sem se importar com nada.
– QUE É TODOS VOCÊS? – Cristiana gritava com os outros curiosos que observavam tudo atentamente – VAZEM DAQUI, – ela chorava – e você Murilo – ela olhava para o chão – É um idiota que não suporta a felicidade dos outros – chutou ele e saiu desgovernada com seu skate.
Na rua estavam só Murilo jogado no chão e Mari escondida atrás da árvore.
Na rua estavam só Murilo jogado no chão e Mari escondida atrás da árvore.
– Caramba, ele te pegou feio – Dizia Mari, ajudando Murilo a levantar.
– Não enche, isso tudo é culpa sua – ele resmungou, com dor, Fiuk havia realmente descontado toda sua fúria nele.
– Tá vem, eu te ajudo – colocou o braço dele por cima do seu ombro o colocando dentro de um taxi, em seguida entrando junto – Toca para esse endereço – pegou um papel e entregou para o motorista do taxi.Com o skate nos pés, ela andava rapidamente, não pensava direito, poderia morrer... sua vida não importava mais agora... Estava tão atordoada, que acabou batendo seu skate no cordão da calçada sendo jogada para um pequeno “mato” que tinha do lado da rua, era um barranco, ela saiu rolando. Ficando somente o skate parado em cima da calçada.Chegaram a casa de Mari, a mesma pagou o taxi e ajudou Murilo a descer do mesmo. Entraram em casa sem serem percebidos – pelo fato da casa ser bem grande – e foram direto para o quarto da garota, a mesma o colocou na cama, em seguida indo ao banheiro e pegando um kit com várias coisas, remédios, algodões limpos, esparadrapo.
– Ai – Murilo reclamava devido ao fato de Mari estar colocando um liquido sobre os machucados, ela já estava ficando sem paciência com o garoto.
– Se encosta um pouco mais na cama que a minha coluna tá doendo – ele se sentou na cama, se encostando na cabeceira.Mari passava calmamente o liquido para limpar os machucados, em seguida colocando alguns band-aid's. Ela colocou o último esparadrapo na mão do garoto e ia se levantar para guardar as coisas, mas ele a puxou a fazendo cair sobre seu colo, Murilo a olhou fixamente, em seguida lhe dando um beijo. O beijo não foi muito longo, mas o suficiente para balançar o coração de ambos.
– Você tá louco Murilo? O que foi isso? – perguntava sussurrando, com os olhos ainda fechados.
– Você tá louco Murilo? O que foi isso? – perguntava sussurrando, com os olhos ainda fechados.
– Calma você só cumpriu a promessa – sorriu a soltando.

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