terça-feira, 18 de maio de 2010

Garota Radical Cap. 24

Capitulo 24

O amor, não nasce quando queremos, e nem em um lugar e uma hora exata, o amor nasce de gestos, de tempo, de cultivações e de sentimentos positivos. Pois só pode ser amado aquele que ama, ama além de tudo a sí mesmo, a sua família e aquele amor que mesmo brigando, mesmo ficando dias sem se falar, mesmo magoando... nunca acaba. Pois quando se é verdadeiro, nada acaba, nada destrói o amor. Lembre-se do que eu digo, o amor é o sentimento mais poderoso, você pode ser feliz ou sofrer com ele, pode rir ou pode chorar, resumindo tudo isso... o amor move montanhas, e um dia ele pode te flechar.


O fato é, ele sempre será o garoto rebelde e ele sempre será a garota radical, porém agora com uma diferença. Eles estavam juntos, unidos pelo destino e pela força do amor.
THE END

Garota Radical Cap. 23

Capitulo 23

– Meu amor, lembra quando você falou mãe dos seus filhos? – ela falou o olhando nos olhos e colocando a mão dele sobre sua barriga.
– Não acredito – Os olhos brilhavam e ele estampava um sorriso, fazia de leve um carinho na barriga de Cris – Sério mesmo? – Ela assentiu, ele começou a chorar... novamente, todos bateram palmas. – Eu te amo Cristiana, você é a mulher da minha vida – eles se beijaram novamente.Chegava o dia mais emocionante da vida de Cristiana, um mês após se tornarem noivos, marcaram a data do casamento, Cris já tinha a barriga um pouco saliente e Fiuk era só sorrisos, nesse momento ele recém chegava a igreja, cumprimentando todos com um largo sorriso no rosto. Cris ainda se arrumava, a maquiagem e o cabelo já estavam prontos, sua mãe chorando – de emoção – a ajudava com o vestido, e com o véu. Os padrinhos do casamento, por incrível que pareça, pelo lado de Fiuk eram Mariana e Murilo e pelo lado de Cris eram Erich e Giovana. Fiuk já estava nervoso, mal havia chegado na igreja e as mãos já começavam a suar, era difícil descrever a sensação de estar casando com a mulher da sua vida, sendo essa... estando grávida, Fiuk tentava conter a emoção, como eu disse... tentava, de vez enquando algumas lágrimas insistiam em cair.
– Ela chegou – a mãe de Cris entrava na igreja anunciando a Fiuk que a filha já estava pronta.
– Chegou – ele murmurou para si mesmo sorrindo, indo para o altar.As marchas nupciais começavam a soar, na frente, sendo assim entrando primeiro na igreja... Daniel e Izabella entravam como se fossem um casal segurando as alianças, logo atrás entrava Cris, com com João, ela tentava, mas não conseguia resistir as lágrimas, trajando um delicado e longo vestido branco, com algumas pedrinhas rosas, ela entrava exibindo um sorriso e sua barriguinha de um mês e alguns dias, o buquê eram rosas, as flores preferidas dela, tudo simples, mas com muitos significados. Significado principalmente da felicidade. Felicidade não só de ambos, mas também da família e de amigos. Com as alianças, Daniel e Izabella pararam no altar, seguidos de joão e Cristiana.
– Faça minha amiga muito feliz viu Fiuk? – João sorriu e deu um beijo na bochecha de Cris, em seguida se retirando. A mesma pegou a mão de Fiuk. Ambos estavam suando e com os corações acelerados, as emoções? A flor da pele.
Ambos se olharam, trocando olhares cúmplices... Os dois emocionados, e querendo terminar tudo aquilo rapidamente, para emfim serem... marido e mulher.
– Familiares, amigos e todos presentes aqui hoje. – O padre deu inicio a cerimônia – Compartilhando dessa mesma alegria, todos unidos em uma só devoção. Abençoo esses dois seres iluminados que desejam seguir suas vidas juntos. Em nome do pai, do filho, do espirito santo, amém. – ele fazia gestos, enquanto falava.
– Cristiana Peres, você aceita Filipe Galvão, como seu marido? Para ama-lo e respeita-lo por toda sua vida até que a morte os separe? – O padre perguntou olhando na direção de Cris, essa sorriu e olhando para Fiuk respondeu
– Aceito.
– Filipe Galvão, você aceita Cristiana Peres, como sua esposa? Para ama-la e respeita-la por toda sua vida até que a morte os separe? – O padre perguntou, agora olhando na direção de Fiuk, este sorriu e rapidamente respondeu.
– Sim.O padre falou mais algumas coisas, como o que eles tinham que falar quando pusessem as alianças, depois disso cada um falou o seu discurso e por último.
– O noivo pode beijar a noiva. Eles se beijaram, um beijo calmo e cheio de amor, cheio de significados, cheio de expectativas, não só para eles mas para o filho – ou filha – que iria nascer.

Garota Radical Cap. 22

Capitulo 22

– Fiuk? – ela o chamou em um murmurio.
– Oi – ele respondeu ainda fazendo um carinho nos cabelos dela e a abraçando como se quisesse protege-la.
– Nada me faria mais feliz se você fosse o homem que me fizesse mulher – ela mordeu o lábio inferior esperando a resposta dele. Fiuk somente sorriu e a beijou. E ali, mesmo nas condições que Cris se encontrava selaram seu amor, unindo-se em um só.– E então Murilo o que vamos fazer agora? – Mari perguntava a Murilo, eles ainda estavam no aeroporto.
– Vamos viver, vamos ser felizes – ele sorriu a pegando no colo e girando mais uma vez.
– Isso quer dizer que você não vai mais para Paris?
– A única pessoa que podia me impedir de ir para Paris está na minha frente, aqui e agora – Murilo sorriu e deu um selinho em Mari. Eles se abraçaram e saíram juntos do aeroporto. Só passaram na casa de Murilo para largar as malas e contar tudo aos pais dele e depois sairam juntos para um passei romântico, foram a sorveteria, ao parque, comeram algodão doce, entre beijos e muito amor, eles acabaram a sua história felizes, mesmo que ela nunca tenha pensando em Murilo como o garoto dos seus sonhos, ela o amava e era só isso que importava, quando o amor existe, ele pode mover até montanhas... move qualquer coisa, pois o que importa não é o dinheiro ou a fama que você tem, mas o tanto de pessoas que conquistou e deu amor durante toda sua vida, pois o amor... é o que nos une ao contrário do dinheiro que simplesmente pode acabar com uma vida em menos de um segundo.
– Caramba, dois casais em menos de dois dias? – Isabella falava pasma, a galera estava toda reunida no rocket, Erich e Fiuk viraram amigos, pois Erich acabou entendendo que o homem da vida de Cris sempre seria Fiuk, Mariana e Murilo formavam o segundo casal, e a galera mesmo brigando e acima de todas as diferenças era a amizade que importava.
– E um brinde de Milk Shake – Daniel gritou, todos levantaram seus milk shakes e fizeram um brinde.
– Hey hey gente, eu tenho um anuncio a fazer – Fiuk se pronunciou, chamando a atenção toda para ele.
– O que foi amor? – Cris perguntou, ele estavam abraçados, ela de costas para ele, e as mãos juntas uma na outra. – Aconteceu algo? – perguntou preocupada.
– Vai acontecer – ele riu e deixou o milk shake dele sobre a mesa – CRISTIANA PERES – ele se ajoelhou e tirou do bolso uma caixinha de veludo em um tom rubro – VOCÊ ACEITA SE CASAR COMIGO, SE TORNAR MINHA MULHER E MÃE DOS MEUS FILHOS? – Cris o fitou sorrindo, as lágrimas desceram descompassadamente, se abaixou na frente dele, lhe dando um beijo.
– Eu aceito meu amor, eu aceito me casar com você – Ela o abraçou e ele se levantou com ela no colo, a girando.
– Eu te amo – ele a colocou no chão, mas ainda mantendo os corpos próximos e ainda abraçados.
– Eu também te amo meu amor – Ele colocou o anel no dedo dela delicadamente, em seguida a beijando, nesse momento... todos bateram palmas.Cris se separou dele ainda sorrindo e pediu a todos para a escutarem.
– Eu também tenho uma noticia – ela sorriu, ainda abraçada a Fiuk.
– Meu deus, quantas surpresas – Giovanna gritou e riu.

Garota Radical Cap. 21

Capitulo 21

– I caralho muleque, tá ligado frança ai vou eu – Murilo riu e ia em direção ao portão de embarque quando ouviu uma voz conhecida o chamando. A garota gritava “MURILO”
– Espera – ela continuava gritando, Murilo só se virou para trás pra ter a certeza de que realmente era ela, o que ele já sabia.
– Mariana? – ele a fitou, ela veio em sua direção arrancando as malas da mão dele.– Para onde pensa que está indo? – ela o abraçou, ainda ofegante... provavelmente teria ido correndo ao encontro dele.
– Eu estou indo para a França, mas espera... como me encontrou aqui? – ele perguntou pasmo.
– Você não vai para frança – Ela novamente tirou as malas da mão dele as jogando no chão – Eu fui até sua casa para falar que jamais esqueci o nosso beijo e nem que você quase perdeu seu amigo para ganhar um beijo meu, seus pais me avisaram que iria viajar, eu vim correndo para dizer... – ela pausou o fitando.
– Dizer?
– Dizer que eu te amo, e que você é o garoto mais incrível que eu conheço, aliás... o garoto mais incrível do planeta inteiro, fica aqui... fica aqui comigo por favor? – Mari iria se ajoelhar, mas Murilo a pegou no colo antes que ela fizesse isso.
– Eu te amo – Eles se beijaram, Mari ainda chorava.
– Cris? – Fiuk a chamava, ele havia recém acordado.
– oi, bom dia – ela acordou sorrindo para ele.
– Que lindo acordar assim, mas já são sete horas da noite – ele riu, afagando os cabelos dela.
– Nossa, já? – ela riu – estávamos com sono mesmo. – Fiuk concordou, eles se olharam fixamente e ambos tiraram o sorriso, ficando sérios e calados.
– Com licença – a mãe de Cris entrou no quarto – Me desculpem se eu atrapalho algo, mas vim aqui trazer um lanchinho para vocês seus dorminhocos – Fiuk fechou a cara, e Cris ria da cara dele.
– Não atrapalhou nada não mãe – Cris pegou uma torrada na bandeja – Pode ligar a TV mãe? – a mãe de Cris assentiu e sorriu, ligou a TV e saiu do quarto de fininho.
– Pode parando com essa cara, não iria acontecer nada aqui mesmo – ela tomava o suco.
– Não mesmo? – ele se deitou por cima dela na cama, tendo cuidado com o pé dela.
– Ér... Fiuk – ela murmurou.
– Fala olhando nos meus olhos que não quer isso tanto quanto eu – Ele a perguntou. Ela não conseguia, na verdade queria isso e muito, desde que estava naquele hospital, desde que acordou não pensava em outra coisa a não ser nos lábios dele, mas ele desconfiou dela. Não tinha mais a confiança entre os dois. Ela apenas fechou os olhos e ele então começou um beijo calmo, um beijo com saudade... a tempos queria estar com ela, estar beijando ela, estar cuidando dela... Como amava aquela garota... o beijo foi ficando cada vez mais intenso, ambos não se controlavam mais.
– Chega Fiuk – ela parou tudo – Não posso fazer isso – ela o fitou.
– Porque? – Fiuk perguntou sem entender nada.
– Porque não posso e pronto – ela ia se esquivando novamente, mas ele a puxou a deitando na cama e novamente ficando por cima dela.
– Não vou te obrigar a nada, mas converse comigo – ele passou a mão levemente sobre o rosto dela
– Me fale o porque? A falta de confiança não é, pois você já me deu provas suficientes de que posso confiar em você, eu te amo Cris e eu não falo isso da boca para fora – a fitou com mais intensidade.
– Ai é que está – ela o fitava também – Você precisou de provas para medir o tanto do meu amor por você – ela virou o rosto – E também... não é só por isso – ela falou rapidamente – Eu sou... virgem – ela sussurrou.
– Você nunca fez isso? – ele perguntou saindo de cima dela e se sentando sobre a cama. Ela se aproximou dele, sentando-se ao seu lado.
– Você não aceita não é mesmo? – ela baixou a cabeça.
– Não, para com isso Cris – ele a abraçou – Eu fico até emocionado, mesmo que eu não seja o cara que você queira para lhe fazer mulher, eu fico emocionado de verdade por você ser aquilo que eu sempre imaginei – ele a fitou, colocando uma mecha dos finos cabelos dela para trás.
– Como sempre imaginou? – ela o olhou sem entender nada, e a resposta a atingiu em cheio a fazendo chorar.
– A garota que eu sempre imaginei que fosse, uma garota direita e que sabe o seu próprio valor– ele sorriu e a abraçou ainda mais.
Ficaram um tempo em silêncio.

Garota Radical Cap. 20

Capitulo 20

– Eu preciso que me desculpe, só assim posso tirar essa culpa que me consome, você quase morreu por mim culpa... – ela o interrompeu.– A culpa não foi de ninguém, a culpa foi minha de ter pego o skate sem estar em condições para isso... – ele ia falar mas ela colocou a mão na boca dela, para impedi-lo de falar – A culpa foi toda minha. E eu te perdoo sim, por ter desconfiado de mim. – ela tirou devagar a mão da boca dele.– Isso quer dizer que vamos poder voltar a ser como eramos
– Como assim?
– Eu preciso pensar melhor se podemos ser namorados novamente, namorados confiam, para ter amor precisa ter respeito e ainda não chegamos a uma conclusão sobre isso certo? – Ele assentiu mesmo sem concordar com ela.
– Mais eu te amo Cris – ela o impediu de terminar.
– Você tem certeza disso Fiuk? – ela o perguntou, ele ficou calado – Ótimo, por favor me deixe dormir, estou muito cansada. – Ele ficou calado durante alguns segundo, fez um carinho no cabelo de Cris, seguido por um beijinho na testa. Depois destrancou a porta se retirando.
– Pai, por favor – Murilo implorava.
– Como quer mudar de escola no inicio do ano? E pior, mudar de país? Está louco Murilo? – O pai perguntou não entendendo a atitude do filho.
– Eu juro que darei mais atenção aos estudos, por favor me deixe ir pai, eu preciso de um tempo longe do Primeira Opção – Longe da Mari, Murilo pensou.
– Ok, tudo bem... Você vai, mas se quiser voltar vai ter que esperar até o final do ano ok? Pois não sou louco de ficar de tirando e colocando de colégio. – Murilo assentiu e foi arrumar suas coisas, viajaria amanhã mesmo.
Era o grande dia esperado por Cris, sua saída do hospital, estava tão feliz... Fiuk e sua mãe estavam lá para ajuda-la com as muletas, com as malas e com tudo que precisa-se, assim que chegaram ao apartamento de Cris, Victor saiu correndo em direção a ela.
– Cris, não pude te ver – ele a abraçou
– Mas em troca copiei toda a matéria para você. – ele sorriu.– Mas nem somos da mesma turma – ela o olhou desconfiada.
– Peguei com a Gio e depois anotei para você nesse caderno – ele sorriu e entregou para ela um caderno com poucas folhas anotadas e as outras em folhas, todas em branco.
– Poxa, obrigada Victor – ela sorriu pegando o caderno.
– É chega né? – Fiuk dizia com ciúmes – Vamos entrando, vem Cris – a pegou no colo, entrando com ela no apartamento.
– Bota ela na cama Fiuk, por favor – a mãe de Cris sorriu. – Eu vou para meu tratamento agora, o Fiuk vai cuida de você ok eu amor? – ela sorriu e Cris assentiu, a mãe lhe deu um beijo na testa e saiu.Fiuk esperou a mãe de Cris sair e fechou a porta do apartamento, depois indo até o quarto de Cris e se sentando ao lado dela na cama.
– Precisa de algo? – ele perguntou preocupado. Cris somente sorriu.
– Preciso de você, sempre comigo – ela o abraçou e ele sorriu, era só o que queria, era só o que ele precisava ouvir... Estavam em silêncio ambos, Cris quase dormia...
– Cris? – ele murmurou.
– Oi? – ela respondeu baixinho.
– Me deixa pagar sua fisioterapia? Eu me sinto culpado por tudo que aconteceu, estou preocupado com você e não quero que vá para um hospital público, a cura vai ser mais demorada – ela o fitou.
– Eu concordo com você – ele sorriu – Mas minha mãe nunca iria aceitar – ele parou de sorrir e ela voltou a se encostar no peitoral dele.
– Convence ela, se quiser te ajudo – eles riram.
– Tudo certo então – Fiuk ia beija-la, mas ela desviou, assim logo Cris dormiu, seguido de Fiuk que ainda ficou como um espião vendo ela dormir, até ele pegar no sono também.
“Atenção passageiros para o voô 1832 da gol, com destino a paris. Queiram todos se direcionar ao portão de embarque de número 6. Muito obrigada e uma boa viagem”.

Garota Radical Cap. 19

Capitulo 19

Quando chegaram ao quarto de Cris, o médico conversava com a mesma. Ela falava sobre o pé, dizia que estava doendo, contava tudo murmurando... Tinha acabado de acordar, ainda estava pálida mas não como antes. Fiuk entrou na sala ainda não entendo o que estava acontecendo, como á dez minutos atrás ela estava em coma e agora havia acordado e estava conversando e até sorrindo para o médico?
– A dói ai sim... – Estava fazendo um exercício, onde o médico tocava em seu pé e ela dizia aonde estava doendo. Fiuk bateu a porta para demonstrar que havia alguém entrando, assim que Cris o viu os olhares se cruzaram, e ela parou imediatamente de responder o médico, naquele momento só existiam eles dois. Quando o médico tocou em um lugar que doía mais ela gritou.
– AAAAAAAAAAAAAAIIIIE droguinha – ela fazia um escândalo na cama, o médico a olhava sem entender nada, ela não tinha avisado nada.
- Ela está bem? – Fiuk perguntou sem entender nada e se aproximando da cama.
– Está sim, ela só ficou um pouco desatenta e eu acabei apertando forte demais uma região que não podia – ele se explicou – Mas to vendo que precisam falar com ela não? – Murilo e Fiuk assentiram
– Vou me retirar, vem Ana. – ele chamou a enfermeira que estava com ele na sala para se retirar também.Murilo que até então estava encostado na porta se aproximou da cama ficando ao lado de Fiuk. Cristiana somente os olhou, realmente ela não estava entendendo nada. E já que nenhum dos dois falava, ela resolveu falar.
– Murilo, vai embora daqui seu idiota – ela gritou atirando um travesseiro nele, o travesseiro que estava em baixo das pernas dela.
– Calma – Fiuk defendeu o amigo, em seguida pegando o travesseiro do chão e colocando em baixo do pé dela novamente.
– Voltaram a ser amiguinhos agora, e a vilã sou eu? – ele gritou raivosa.
– Não Cris, para – Fiuk tentava a acalmar – É assim... Foi tudo uma armação, e o Murilo veio aqui e me contou tudo e ele quer te pedir desculpa – Fiuk falou rápido antes que Cris tivesse outro ataque.
– O que? – ela se acalmou.
– É isso mesmo que o Fiuk disse – Murilo finalmente falou – A Mari me convenceu a fazer tudo isso, eu juro que não queria... Mas ela me disse que me daria um beijo e... – pausou – Eu também tava com ciúmes do meu amigo poxa – Falou rápido, cruzou os braços e fez um biquinho, fazendo Cristiana rir.
– Tu não tinha me falado isso – Fiuk falou rindo. – Ciumento – Fiuk apertou as bochechas dele.
– Tá chega de melação mano – Murilo se soltou, e Cristiana estava pensativa.
– Mas... Murilo se gosta muito da Mari né? Para fazer uma pessoa quase morrer, ficar um mês sem andar de skate e ainda ficar sem namorado – Ela olhou para Murilo.
– Eu até gosto dela, mas ela não gosta de mim – ele falou triste – Eu vou esperar o mês de julho chegar para viajar, conhecer pessoas novas nessas férias, quem sabe eu esqueço ela – sorriu – Quanto ao skate e a quase morte me desculpa, eu realmente não tive a intenção... Agora sem namorado acho que você não vai ficar não – riu e olhou para Fiuk – licença, que agora eu preciso deixar vocês dois se entenderem.Fiuk foi até a porta e a trancou, logo depois foi novamente até a cama e se sentou ficando cara-a-cara com Cris. A mesma respirou fundo, teriam muita história para resolver ali, naquele momento.
– Então, antes de tudo... até mesmo antes de te pedir desculpas, quero te ouvir primeiro, quero ouvir sua versão, coisa que eu devia ter feito desde antes de tudo isso acontecer, se você está nesse estado, uma parte mesmo que seja pouca é culpa minha – ele pegou nas mãos dela, e ela começou a falar.
– É, eu nem sei o que dizer... Só que eu estava gostando muito de estar com você – ela abaixou a cabeça – Você foi minha única alegria desde a morte do papai – as lágrimas desciam, era duro perder seu pai e seu namorado sem ter feito nada por isso – Murilo me pegou desprevenida, eu o teria afastado se você não tivesse feito isso e ainda pensando as coisas más de mim – ela levantou a cabeça – Você se deixou levar pelo momento e não confiou em mim Fiuk... fico triste com isso – ela o fitou.

Garota Radical Cap. 18

Capitulo 18

– Cara não é problema dinheiro para mim, se a senhora quiser eu posso falar com meu pai... – A mãe de Cris o interrompeu.
– Nem pense em falar mais além disso, iria me ofender muito – ela falou ainda chorando – Eu vou resolver isso sozinha – Fiuk se calou e assentiu – A minha filha porque faz essas loucuras? – perguntou se virando para Cris e pegando de leve em sua mão – Você sempre dizia que era a melhor e que ninguém podia fazer nada acontecer a você quando estivesse em cima daquele monstro assassino de pessoas – a mãe de Cris falava em relação ao skate – Eu te amo meu amor, acorda por favor? – a abraçou – Você é a única coisa que eu tenho, não me abandone como seu pai fez – abraçadas, a mãe de Cris chorava, Fiuk sentou em uma das cadeiras que tinham no quarto e colocou as mãos sobre a cabeça, assim começando a chorar... sentia-se culpado. Muito culpado.A noite Fiuk quem passou com Cris, devido ao fato da mãe estar muito cansada, já era uma idosa, precisava descansar. Fiuk não conseguia dormir direto, não pelo fato de estar em um sofá – isso nem era problema para ela – Mas sim pelo fato de toda hora que conseguia dormir pensar que Cristiana poderia acordar o fazia acordar e dar uma olhada nela, que continuava em seu sono profundo.Os alunos se atumultuavam no patio do colégio, Livramento havia chamado todos para dar uma noticia.
– Bem pessoal, lhes chamei aqui para comunicar algo que me foi dito ontem a noite, pela própria mãe da aluna – ele fechou as mãos, apenas fazendo um gesto para os alunos se calarem – Cristiana Peres sofreu um acidente e está em coma. – Ouviu-se um grande zunido e Livramento não conseguia mais falar – Calem-se por favor, deixem-me terminar – ele tentava calar a multidão – Ela está no hospital central, e a mãe dela pediu que todos passem energia positiva.
– Você ouviu isso? – Murilo cochichou para Mari.
– Ouvi cara, será que foi por culpa da nossa pequena armação ontem? – Murilo e Mari se afastaram do tumulto saindo para fora da escola e pegando um taxi.
– Toca para o hospital central – Murilo falou ao taxista.
– Cara precisamos fazer algo, e se foi por nossa culpa que a idiota da Cristiana está em coma? – Mariana não queria admitir, mas estava com muito medo, não por Cris, mas se Cris morresse tentariam investigar tudo, até o que causou a morte dela... Tudo bem, eu desisto... ela realmente estava preocupada com Cris. Os dois juntaram dinheiro para pagar o taxi e desceram entrando assim no hospital, perguntaram sobre Cristiana e avistaram Fiuk na sala de espera, tomando algo que parecia ser um café.
– Fiuk precisamos de contar algo – ambos falaram juntos.
– Wow wow wow, falem um de cada vez... Aliás seu traidor acho que não temos nada para falar não? – Fiuk perguntou a Murilo.
– Escuta, perdoa o Murilo – Mari se pronunciou, e Murilo estranhou ela o estar defendendo – Esse beijo foi tudo uma armação minha, eu convenci ele a ficar e a namorar com a Cris, tudo por uma vingança boba, porque você me dispensou – ela o olhou – A Cris te ama cara, não perde ela não – ela deu um sorriso para Fiuk, em seguida um beijo na bochecha de Murilo e saiu correndo do hospital.
– Você pegou a Mariana cara? – Murilo falou pasmo.
– É peguei, mas isso não é importante... – Ele abraçou Murilo – Me desculpa cara, me desculpa por desconfiar de você.
– Desculpas? Eu que tenho que te pedir desculpas, por ter beijado tua mina – eles se abraçaram. – Mas agora me diz onde está a Cris, preciso pedir perdão a ela. – ele falou entusiasmado.
– Não Murilo – Fiuk se sentou novamente abaixando a cabeça – Ela ainda não acordou – ele fitou o amigo, que estava com um semblante preocupado.
– Mas podemos ir lá né? – Fiuk assentiu e se levantou, Murilo somente o seguia, respeitava o silêncio do amigo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Garota Radical Cap. 17

Capitulo 17

Fiuk dirigia o carro, não queria derramar uma lágrima se quer, não por ter preconceito quanto á “homens não choram” mas sim chorar por pessoas que não mereciam isso, parou o carro no sinal vermelho e um pouco distante do lugar onde estava, avistou um skate.
– Um skate? – pensou em voz alta, por via das duvidas resolveu parar no acostamento e ver do que se tratava. Desceu do carro e pegou o skate, quase morreu quando o virou de ponta cabeça e tinha umas flores rosas, com a assinatura de Cris e um coração que ela tinha feito para ele, aquele skate era dela e não tinha duvidas disso, mas o que ele estaria fazendo ali? Cris nunca abandonaria seu skate, algo de muito grave estava acontecendo. Foi até o carro, guardou o skate, pegou o celular e ligou para a policia.
– Alô? – alguém respondeu na outra linha – Minha namorada se perdeu, não sei quanto tempo faz mais ou menos, e se ainda posso dar a queixa, mas eu preciso muito que mandem reforços – ele falava nervoso – O endereço? – ele foi até a esquina da rua e olhou o nome na plaquinha, em seguida passando a informação para o homem que anotava tudo do outra lado da linha – Ok eu aguardo, mas tentem ser rápidos pelo amor de deus. – Desligou o celular e voltou para dentro do carro. 10 minutos, 15 minutos, 30 minutos... e nada dos policiais chegarem, resolveu investigar isso sozinho, desceu do carro, e tentou imaginar onde ela estaria. Teve uma ideia, ligar para o celular de Cris. Discou o número, para sua surpresa conseguia ouvir o toque do celular dela.
– Ótimo, ela esta por perto – Fiuk foi seguindo o barulho, até se deparar com o penhasco e logo mais abaixo em meio as árvores, Cris desmaiada – Droga – ele gritou.
Ouviu uma sirene, eram os policias, nunca agradeceu tanto a deus na sua vida quanto estava agradecendo aquele momento. Correu em direção ao carro parado e orientou os policiais sobre aonde Cris estava, eles pediram para Fiuk se afastar enquanto faziam o resgate de Cris, o que não foi muito fácil pois a mesma estava desacordada.
– Cris Cris – ele gritava tentando a acordar, a mesma estava em um maca pronta para entrar na ambulância – que a esse momento já tinha sido alertada. – Posso entrar com ela? – perguntou ao médico que assentiu, foram até o hospital. Lá Cris foi internada na emergência, precisava fazer alguns exames, pois ninguém sabia realmente o que havia acontecido com ela.
– E então doutor? – Fiuk estava sentado ao lado da mãe de Cris na sala de espera, e assim que avistaram os médicos ambos se levantaram.
– Os exames por incrível que possa parecer não deram positivo para traumatismo craniano apesar de ela ter batido forte a cabeça na árvore como você me disse... – ele ia prosseguir mas Fiuk o interrompeu.
– Na verdade eu não sei, era a posição que ela estava parecia que tinha batido a cabeça na árvore – explicou – Mas você enrolou e não disse até agora, ela tá bem? – A mãe de Cris só chorava ao lado de Fiuk, que a abraçava de lado tentando passar força.
– Na verdade, os exames que fizemos deram negativo a qualquer machucado, hematomas, traumatismos, emfim... Mas ela não quer acordar de jeito maneira, achamos que ela possa estar em coma – admitiu por fim.
– E isso é muito grave? – Fiuk perguntou.
– É bastante grave sim, se ela não acordar para nos dizer o que aconteceu para fazermos os exames certos, ela pode ter pego algo e nunca iremos saber entendem? – Fiuk afirmou com a cabeça.
– E ela pode receber visitas? – perguntou a mãe de Cris.
– Pode sim, mas no máximo de duas pessoas – ele comunicou – estão só vocês dois? – Fiuk e a mãe de Cris assentiram e então ele prosseguiu – Então podem entrar juntos – sorriu – Por favor me sigam.Ambos seguiram o médico que seguia em direção ao quarto em que Cris estava. Quanto entraram no quarto, Cris dormia profundamente, estava um pouco pálida e com uma das pernas engessadas, o médico ao ver isso se pronunciou.
– Desculpem, esqueci de dizer que cabeça minha – ele colocou a mão sobre a cabeça – Cris esta com o tornozelo torcido, nada muito grave, mas para recuperar cem por cento dos movimentos quando ela acordar serão precisos sessões de fisioterapia. – comunicou o médico.
– E isso é muito caro? – perguntou a mãe. Não que a mãe de Cris fosse pobre, mas ela era aposentada e recebia somente a aposentadoria, já que era sozinha pois o pai de Cris havia morrido, o tratamento seria caro demais para seu pequeno “salário”.
– Em torno de dois a três mil reais por mês – falou – Mas, se a senhora não tiver dinheiro, o SUS cobre essa fisioterapia. A sorte é que Cris não precisou fazer a cirurgia, ela é ainda mais cara. –
ele sorriu simpático – agora se me dão licença, preciso ver outros pacientes – sorriu novamente e se retirou, deixando Fiuk e a mãe de Cris sozinhos no quarto. ele sorriu simpático – agora se me dão licença, preciso ver outros pacientes – sorriu novamente e se retirou, deixando Fiuk e a mãe de Cris sozinhos no quarto.

Garota Radical Cap. 16

Capitiulo 16

– Murilo, é hoje... Tá preparado – Mari cochichou e o cutucou, ele se virou na cadeira olhando para ela.
– Não to preparado, você viu o que o Fiuk disse sobre traição? – Falou nervoso e Mariana rolou os olhos, decidindo partir para a chantagem.
– To vendo que você não quer meu beijo né? – fez um beicinho e dramaticamente uma cara triste, Murilo se sensibilizou e acabou concordando.
Cris e Fiuk saiam de mãos dadas da escola, porém Fiuk fez uma careta.
– Que foi? – perguntou Cris preocupada.
– To morrendo de fome – Fiuk respondeu, colocando a mão na barriga – Vou ali pegar algo para comer no bar, me espera aqui ok? – ela assentiu, se deram um selinho e ele saiu.
– Fala aê Cristiane – Murilo chegou ao lado dela.
– Meu nome é Cristiana Murilo, com A no final... Mas e aê, porque tá falando comigo? – perguntou estranhando, Murilo viu que Fiuk estava se aproximando e então agarrou Cris, atrás da árvores, Mari observava tudo sorridente. Era hoje que Fiuk lhe pagava por ter dispensado ela. Fiuk chegava comendo e nem olhava para frente, quando fez isso se arrependeu eternamente, era a pior cena que poderia ver na vida... Seu melhor amigo e sua.. sua namorado se beijando. Deixou a torrada e o suco que comia cair no chão, saiu correndo e soltando faíscas arrancou Murilo de perto de sua namorada, dando um soco no mesmo. Cris observava a cena horrorizada, algumas lágrimas já caiam pela face da garota, ela sabia que agora seria difícil fazer Fiuk acreditar que aquilo era tudo um mal entendido.

“eu não suporto traição, seja de namorada ou amigo”.

Com esse pensamento as lágrimas começaram a cair mais forte, Fiuk nunca acreditaria que ela era inocente nessa história, afinal... pegou eles dois se beijando, porque Murilo fez isso? Ela se perguntava.
– Fiuk – ela murmurou o puxando de cima de Murilo, que depois do soco que tomou ficou meio tonto e não conseguia se defender.
– ME SOLTA SUA TRAIDORA – ele gritou, o rosto estava vermelho, e podia-se ver as veias saltando na testa do mesmo – VOCÊS DOIS, AS PESSOAS QUE EU MAIS CONFIAVA NO MUNDO ME TRAIRAM, eu odeio ele – gritou – Eu odeio... – pausou – você – gritou, entrando no carro e dando partida sem se importar com nada.
– QUE É TODOS VOCÊS? – Cristiana gritava com os outros curiosos que observavam tudo atentamente – VAZEM DAQUI, – ela chorava – e você Murilo – ela olhava para o chão – É um idiota que não suporta a felicidade dos outros – chutou ele e saiu desgovernada com seu skate.
Na rua estavam só Murilo jogado no chão e Mari escondida atrás da árvore.
– Caramba, ele te pegou feio – Dizia Mari, ajudando Murilo a levantar.
– Não enche, isso tudo é culpa sua – ele resmungou, com dor, Fiuk havia realmente descontado toda sua fúria nele.
– Tá vem, eu te ajudo – colocou o braço dele por cima do seu ombro o colocando dentro de um taxi, em seguida entrando junto – Toca para esse endereço – pegou um papel e entregou para o motorista do taxi.Com o skate nos pés, ela andava rapidamente, não pensava direito, poderia morrer... sua vida não importava mais agora... Estava tão atordoada, que acabou batendo seu skate no cordão da calçada sendo jogada para um pequeno “mato” que tinha do lado da rua, era um barranco, ela saiu rolando. Ficando somente o skate parado em cima da calçada.Chegaram a casa de Mari, a mesma pagou o taxi e ajudou Murilo a descer do mesmo. Entraram em casa sem serem percebidos – pelo fato da casa ser bem grande – e foram direto para o quarto da garota, a mesma o colocou na cama, em seguida indo ao banheiro e pegando um kit com várias coisas, remédios, algodões limpos, esparadrapo.
– Ai – Murilo reclamava devido ao fato de Mari estar colocando um liquido sobre os machucados, ela já estava ficando sem paciência com o garoto.
– Se encosta um pouco mais na cama que a minha coluna tá doendo – ele se sentou na cama, se encostando na cabeceira.Mari passava calmamente o liquido para limpar os machucados, em seguida colocando alguns band-aid's. Ela colocou o último esparadrapo na mão do garoto e ia se levantar para guardar as coisas, mas ele a puxou a fazendo cair sobre seu colo, Murilo a olhou fixamente, em seguida lhe dando um beijo. O beijo não foi muito longo, mas o suficiente para balançar o coração de ambos.
– Você tá louco Murilo? O que foi isso? – perguntava sussurrando, com os olhos ainda fechados.
– Calma você só cumpriu a promessa – sorriu a soltando.

domingo, 16 de maio de 2010

Garota Radical Cap. 15

Capitulo 15

Casa do FiukCrisuk estudando.
– Ãn claro, agora fica tudo mais fácil – ela disse rindo e resolvendo a equação que antes era muito complexa para ela. Mas com a ajuda de Fiuk ela estava conseguindo entender toda a matéria, e eles estavam mandando tão bem que faltava pouco de matéria para ela recuperar.
– Eu sou ou não sou um bom professor? – Fiuk se vangloriava arrancando risadas de Cris.
– Sim, o meu professor lindo – riu e roubou um selinho dele – Me diz uma coisa, para quando eram mesmo aquelas perguntas que tínhamos que fazer em dupla? Na correria dessa matéria até esqueci – falou procurando algo no caderno.
– A, é para amanhã – ele sorriu – Temos que responder essas perguntas aqui – ele mostrou um papel para ela, as perguntas eram bem pessoais, como disse a professora era só para conhecer eles mesmo.
– Então você responde primeiro e depois eu ok? – ele assentiu e ela começou a fazer a primeira pergunta, a cada pergunta que respondia, Cris lhe dava um selinho... uma espécie de incentivo, e vive-versa nas respostas de Cris. Fiuk foi buscar Cris, como estavam fazendo desde o inicio do namoro, partiram em direção a escola. Entravam na escola sempre de mãos dadas, abraçados ou se beijando ou os três juntos, mas estavam sempre juntos desde então. E isso já estava incomodando algumas pessoas
– Então pessoal, você responderam as perguntas que eu tinha pedido na aula retrasada? – perguntou se virando em direção aos alunos – antes estava escrevendo algo no quadro. Cris levantou a mão.
– Eu e Fiuk fizemos – sorriu e olhou para o namorado que lhe deu uma piscadinha.
– Podem começar então? – Os dois assentiram e foram em direção a frente de toda a turma.

1ª pergunta. x O que mais gosta de fazer na horas livres?
resposta Cristiana: andar de skate, escutar música e tirar fotos.resposta
Fiuk: Compor, tocar violão e sair com a galera.
2ª pergunta. x tem alguma mania?
resposta Cristiana: Só a incrível mania de falar de mais – alguns risos na sala.resposta
Fiuk: Roer as unhas – fez uma carinha de nojo e todos na sala riram.
3ª pergunta. x Qual foi a coisa mais louca que fizeram?
resposta Fiuk: Bem eu vou responder primeiro, porque depois você vão ver o que essa louca fez – todos riram novamente – A coisa mais louca que eu já fiz foi pular o muro da casa de um vizinho e tomar banho na piscina dele – Cris o olhou assustada.
resposta cristiana: As coisas que eu aprontei nem chegam perto disso – riu – Uma vez eu roubei o carro da diretora para fazer um racha, me pegaram e eu fui expulsa da escola. – silêncio na sala – Que foi galera? Não foi algo horrível – fechou a cara.
4ª pergunta. x O que não suportam?
resposta cristiana: não suporto gente metida, ignorante e folgada. E sinceramente não suporto traição e nem desconfiança – encarou Fiuk, como se fosse um aviso. Ele assentiu e respondeu a questão dele.
resposta Fiuk: eu não suporto traição, seja de namorada ou amigo e nem suporto a comida da minha mãe – falou para descontrair o ambiente e acabou fazendo todos rirem.

O clima continuou assim, até outras duplas tiveram a coragem de responder suas questões, mas Murilo ficou preocupado com a resposta de Fiuk “eu não suporto traição, seja de namorada ou amigo”.

Garota Radical Cap. 14

Capitulo 14

– Como assim Murilo? – Mariana perguntou irritada, justo no dia que não tinha ido para o rocket acontece aquela cena? Murilo teria que explicar direitinho.
– Como assim o que? – perguntou – Foi o que eu disse, a garota chamou ele de canalha de idiota e ele saiu correndo atrás dela – resmungou – depois nem vi mais ele, os dois não voltaram para o rocket. – Fechou a cara.
– Será que eles brigaram? – Mariana abriu um sorriso maldoso.
– Espero, não aguento mais o Fiuk cara... Ele ficou muito chato depois que conheceu essa garota, até copiar a matéria ele copia agora – falou irritado e pegando sua torrada na cantina.Fiuk chegava de carro e Cris já o esperava para irem para escola juntos.
– Oie – ela sorriu e lhe deu um selinho.
– Tá preparada? – perguntou dando a volta no carro e entrando pelo seu lado.
– Érr... não – Cris entrou no carro – e você?
– Não – riram – Mas vai ser uma novidade perfeita, sim... porque eu sou lindo – se olhou no espelho – e você mais linda ainda, perfeição sabe? – riu e deu partida ao carro.
– Nada convencido você, mas confesso... que sou uma diva – se olhou no espelho e riram.
Chegavam de mãos dadas na escola, alguns olhavam assustados, outros já faziam fofocas, algumas tinham inveja de Cris por estar com Fiuk, os caras queriam sair na briga com Fiuk por Cris, emfim... podia-se dizer que eram o casal mais invejado do Primeira Opção, mas isso não importava para eles, o que importava era o amor que sentiam um pelo outro.
– GENTE, babei – Isa falou – eles combinam mesmo – sorriu.
– Concordo, de boa eles ficam lindos juntos – Julia se pronunciou.
– Pois eu não acho, ele é muito melhor que ela – Bia falou com um ar de inveja.
– Cuidado com a inveja viu amor? A Cris é melhor do que você – Olivia falou para Bia.As três garotas saíram de perto de Bia, a mesma foi para o lado de Beto que junto com os outros garotos observava a cena pasmo.
– Droga, as garotas suspiram para ele e ele ainda pega a gostosa da Cris – Murilo falou indignado.
– Cala a boca Murilo, ela não é bonita – deu um tapa na cabeça de Murilo.
– Claro que não é bonita, é linda... e gostosa também – riu e continuou olhando a cena. Fiuk e Cristiana se aproximavam ainda de mãos dadas, encarando todos e sorrindo.
– Tem uma boquinha – Daniel falou ainda em choque.
– Calem a boca seus ogros – Mariana bateu na cabeça de Murilo.
– Quer parar de me espancar? Não fui só eu que falei – falou se encolhendo para longe de Mari.
– Vem cá – ela o puxou para um canto.
– Que foi? – ele falou se soltando – Quero ver eles chegando, essas paradinhas todas.
– Qual é? Vai dizer que ela é mais bonita que eu? – Murilo a olhou.
– É, pensando bem não – se aproximou dela.
– Então – Mari se afastou, desviando do beijo dele – Temos que fazer algo para separar esses dois, ele merece coisa melhor.
– E eu mereço meu amigo de volta – concordou Murilo – Mas, se nós conseguirmos separar eles, você vai ter que me beijar beleza? – Mari concordou, apenas porque precisava da ajuda dele. Depois disso ambos voltaram ao grupinho que se formava em volta de Fiuk e Cris, para saber mais detalhes sobre o novo casal... Francamente, bando de fofoqueiro.
– Parabéns Maluco – falou apertando a mão de Fiuk – Tá pegando a gos... A cris – sorriu.
– Pegando não, estamos namorando – se entrometeu Cristiana – Que falta de respeito. – falou recebendo apoio das outras meninas que se encontravam na rodinha.
– Isso mesmo, estamos namorando – roubou um selinho de Cris. – E estamos nos gostando muito.
– Eu mereço – Mari falou baixinho e rolou os olhos. Erich foi outro que não gostou nada nada dessa história de namoro. O sinal soou, fazendo todos se atumultuarem nas portas das salas de aula, cada grupinho ia entrando aos poucos, até que todos estivessem acomodados e não restasse mais ninguém no pátio da escola.
– Certo Murilo – Mari sentava ao lado dele, o mesmo estava sentado de cabeça baixa em uma das arquibancadas do rocket.
– O que? – falou um pouco assustado.– Eu tive uma ideia – começou a falar se virando para ele – Você vai ver um momento oportuno em que Cris e Fiuk estejam juntos, espere ele se afastar e agarre ela, de um modo com que ele veja isso... – ia continuar, mas Murilo a interrompeu.
– Tá maluca? Se quer estragar minha amizade com a dele? Pega a mina dos outros é traição Mari – falou revoltado.
– Se ele ficar brabo com você, tu diz que foi a Cris te beijou, vai ser ainda mais perfeito... porque você é o melhor amigo dele, ela te beijou... simplesmente vai acabar a confiança – sorriu como se fosse simples. – Qual é Murilo? Você ainda vai beijar a “gata” da Cris – Mariana tentava convencer ele.
– Ok, eu faço... Mas se eu perder a amizade do Fiuk eu conto toda a verdade – resmungou e Mari sorriu, na empolgação deu um beijo na bochecha dele, o que deixou ambos constrangidos.

sábado, 15 de maio de 2010

Garota Raical Cap. 13

Capitulo 13

– Você tá apaixonado por mim? – perguntou sorrindo.
– E você por mim? – se aproximou mais dela, colando os corpos e iniciando um beijo, na hora começou a chover, molhando rapidamente eles, que se beijando nem ligaram para chuva que caia, Fiuk a pegou no colo e a girou ainda a beijando. Ela apenas sorria, nunca tinha vivido isso, era algo irreal, Fiuk podia ser tudo que ela tinha dito um tempo antes, mas sempre foi o cara certo para ela.
– Quer namorar comigo? – Ele perguntou a largando no chão, e olhando nos olhos de Cris.
– Tem a aliança? – ela perguntou séria, ele negou triste – Então eu aceito – riu e o abraçou.
Se beijaram mais uma vez selando o compromisso, só pararam quando realmente o ar lhes faltou.
– Ainda quer entrar? – ele perguntou referindo-se ao rocket.
– E ter que dar explicações para todos eles? – sorriu – não.
– Já sei, vamos olhar o por-do-sol na praia – ele olhou no relógio, eram recém dez horas da noite.
– Vamos, mas não está muito cedo? – perguntou, o olhando.
– É, mas podemos molhar os pés no mar, depois conversar um pouco na areia da praia – sorriu a abraçando de lado e ambos seguindo para o carro de Fiuk.
– Então – a olhou – vamos? – ela assentiu e ele sorrindo lhe deu um selinho.
– Galera o que foi aquilo? – Isabella perguntou pasma.
– Será que eles estavam namorando escondidos? – Rick perguntou.
– Não sei molecada, mas essa história tá muito estranha – Daniel disse.
– O Fiuk estava muito estranho, ele defendeu a garota aqui e depois praticamente caiu aos pés dela quando ela saiu correndo, não é normal, ai tem – Murilo concluiu seu pensamento.
Fiuk estacionava o carro, se olharam e sorriram. Em seguida desceram e chegaram a beira da praia, o mar já estava um pouco alto pelo horário, se sentaram em um banco que tinha na calçada e se abraçaram.
– Jamais me podia imaginar tão envolvido com alguém quanto estou agora – Fiuk quebrou o silêncio.
– Nem eu, sabe Fiuk... – ela olhou para as estrelas – Eu tive um namorado a uns cinco anos atrás, foi meu primeiro amor – ela pausou um pouco e depois prosseguiu – ele morreu em um acidente de moto, desde então sempre tive medo de me apaixonar, pensava que isso poderia acontecer de novo – se encostou mais no peitoral de Fiuk, pois o vento a estava deixando com um pouco de frio – Depois, meu pai morreu, ai que eu tive medo de amar mesmo – ele sorriu fazendo um leve carinho nos cabelos dela.
– Eu amei uma garota quando era bem moleque, era apaixonado por ela... Mas ela só brigava comigo – ele riu, parecendo se lembrar de algo – era uma paixão platônica daquelas bem de criança mesmo... ela acabou se mudando de colégio. Eu cresci achando que as mulheres eram umas idiotas e que mereciam sofrer na mão dos homens – riu e balançou a cabeça negativamente. – Mas você me mostrou ao contrário – deu um beijo na testa dela e sorriu – Eu estou completamente apaixonado por você.
– E eu por você – se abraçaram mais, Cris fechou os olhos, relaxando um pouco no colo de Fiuk.
O resto do sábado e o domingo inteiro passaram rápido demais, domingo Cris e Fiuk nem se viram, devido ao fato de Fiuk ter ido viajar com a família para uma chácara, Cris não quis ir porque queria cuidar de sua mãe, para ela não decair no tratamento e voltar a beber... Mas mesmo assim se falaram por telefone como aqueles casais enjoados “desliga você”... não “desliga você primeiro”, parece que estavam bastante apaixonados.

Garota Radical Cap. 12

Capitulo 12

– Mãe, chegou agora – falou fitando a mãe que acabava de cruzar a porta – Aonde estava?
– No tratamento meu amor – deu um beijo na testa dela e sorriu, recebendo um sorriso de Cris.
– É? E me conta, como foi? Você tá gostando? – sorriu.
– A meu amor, é um pouco cansativo né? Mas até que o pessoal lá é legal, os ouvintes são muito legais também – sorriu – E você está com uma carinha tão boa, o que aconteceu? – perguntou fazendo um carinho no cabelo na filha que estava deitada em seu colo.
– Mãe, acho que estou apaixonada – sorriu – Mas é quase impossível ter uma conversa decente com aquele garoto – riu, mudando a cara de preocupação da mãe para uma risada.
– E pretende contar para ele? – continuou fazendo carinhos nos finos cabelos da filha.
– Não mãezinha – falou a olhando – Inclusive já está na minha hora, vou para o rocket com a galera, volto mais tarde ok? – Deu um beijo na bochecha dela.
– Está se enturmando né meu amor? – sorriu – fico feliz, vai lá sim, enquanto isso vou tirar um soninho.
Cris vestiu uma roupa simples, pegou seu skate e foi em direção ao rocket, sexta era o dia que todos se reuniam no rocket, para patinar, andar de skate, dançar, comer, conversar, se divertir... Ela admitia que preferia ficar sozinha em casa do que ir para o rocket, mas precisava se socializar, e também porque adorava as meninas da escola.
– Falaê galera – cumprimentou as garotas e se sentou na mesa, colocando seu skate em baixo da mesa, apoiando seus pés em cima do mesmo.
– Oi Cris – Isabella sorriu simpática. – E então, de que menino vamos falar hoje? – falou com as outras meninas, com um sorriso safado no rosto.
– Eu gostaria de falar do Fiuk – Olivia sugeriu – Que gato meu deus. – Cris riu da empolgação de Olivia, mal sabiam elas que já tinha dado uns beijos no rapaz.
– Pois eu concordo com a Olivia – se pronunciou Julia.
– Ele é muito gato cara – Giovana confessou rindo, conseguindo risadas de todas as meninas, até mesmo de Cris.
– E beija muito bem – Cris falou no impulso, todas a olharam desconfiadas. Ela reagiu – Quer dizer, ele já pegou várias meninas né? Ele não pegaria tantas se não beijasse bem – Falou como se fosse óbvio em seguida tomando seu suco.
– É concordo com a Cris – Isa disse. – O cara deve beijar muito bem – riu e deu um suspiro – Pena que ele não olharia para nenhuma de nós né? – Todas suspiraram e concordaram, menos Cris que deu uma risada, e tomou seu suco mais uma vez.
– Por falar em Fiuk, não olhem para trás para não babar – Giovana disse, suspirando. Todas olharam, menos Cris.
– Falaê molecada – bateu nas mãos de todos os garotos presentes na arquibancada.
– Senta ai Fiuk, por vamos começar a falar das meninas... Vamos falar de quem? – Daniel perguntou.
– Por mim eu falaria da Cris, já falamos das outras e ela é uma gatinha né pessoal? – Ricky se pronunciou.
– Eu concordo – Erik disse.
– Cara que mina mais gostosa – disse Daniel – uma gatinha, imagino ela na minha cama – riu, fazendo um aperto de mão com João.
– Hey, olha o respeito com a mina cara – Fiuk se entrometeu, deixando todos calados.
– Qualé véio? – perguntou Murilo – Tu não era assim cara. – Todos os garotos olhavam calados para Fiuk.
– A cara, eu dei uns pegas na Cristiana – ele falou se gabando para os amigos
– Eu sempre achei que fosse um estúpido Fiuk – Ela o cutucou, fazendo ele se virar para ela – Mas agora percebo que você é um idiota, que não passa de um canalha, quer saber? Fica longe de mim ok? – empurrou ele e saiu correndo, já com algumas lágrimas que ela só deixou cair depois que saiu correndo, não daria o gostinho de ninguém ve-la chorando.
– Cris espera – Fiuk corria atrás dela, deixando todos os meninos e as garotas calados e assustados com a “novidade” – Espera droga – ele conseguiu alcançar ela e a segurou pelo braço. – Me solta – ela esperneava e tentava se soltar – Não fui bem clara quando disse que não queria mais falar com você? – irritada, as lágrimas já rolavam soltas.
– Cris você chegou na hora errada, não era aquilo que eu queria falar – ele esperou ela se acalmar para continuar – Eles estavam falando bobagens a seu respeito eu precisava te defender – ele se defendeu – Eu não sei porque, mas não gostei nada quando o Daniel disse que te imaginava na cama dele, me subiu o sangue, igual quando... – ele a olhou, e ela limpava as lágrimas esperando ele falar. – quando... eu vi você beijando aquele garoto na frente do colégio. – Ela sorriu.
– Você... ficou com ciúmes Fiuk – ela sorriu – O que sente por mim? Ou o que acha que sente por mim? – perguntou se aproximando dele.
– Eu não sei direito – Pareceu estar pensando, ela abaixou a cabeça – Mas quando estou perto de você, tudo muda... Eu tenho vontade de proteger, vontade de te beijar, eu fico louco com você, tenho vontade de nossos momentos juntos não acabarem nunca. Eu... – ele pausou e ela levantou a cabeça esperando ele terminar o que iria dizer – acho que estou.– APAIXONADO POR VOCÊ – eles disseram juntos e sorriram um para o outro.

Garota Radical Cap. 11

Capitulo 11

– Desde quando estamos perdidos? – perguntou furiosa.
– Como você quer que eu saiba? Se eu soubesse não estaríamos perdidos – falou estacionando o carro em qualquer lugar, não passava uma única alma por ali mesmo. Dentro do carro Cris estava com os pés no painel do carra, jogada para trás e com os braços apoiados no banco. Já Fiuk pensava em uma solução para o problema “perdidos em qualquer lugar”.
– Mas eu me mordo de ciúmes, mas eu me mordo de ciúmes – Cris cantava deixando Fiuk cada vez mais irritado.
– Chega você, se você não parar vou arranjar jeitos melhores para calar sua boca, se é que você me entende e isso não é uma ameaça – ele falou em tom autoritário.
– Mas é ciúme, ciúme de você, ciúme de você
– Já chega garota – saiu do carro, abriu a porta do passageiro a pegou no colo e a carregou como se fosse um porquinho.
– Tá já parei, me solta seu estúpido, me solta ou eu grito – reclamou.
– Pode gritar ninguém vai te escutar mesmo – começou a dar giros fazendo ela ficar tonta.
– Para seu assassino, eu vou vomitar e culpa vai ser sua – batia nas costas dele.
– Diz que me ama que eu paro – continuava rodando com ela no ombro.
– Não seja ridículo, me larga – gritava sacudindo os pés e batendo nas costas dele.
– Já disse que se você falar que me ama eu te largo – continuava girando com ela – E se você vomitar em cima, o cheiro dentro do carro vai ficar ruim para você depois e não para mim – se divertia ameaçando ela.
– Seu, seu... estúpido. Só porque é mais forte, mais alto e mais gostoso acha que pode fazer isso com os fracos e oprimidos – continuava discutindo, mas depois percebeu que não conseguiria sair dali se não fizesse o que Fiuk queria – Fiuk, eu te amo – falou baixinho.
– O que? Não ouvi – se fazendo – Acho melhor você gritar.
– Droga – pensando – FIUK EU TE AMO – gritou. Ele rapidamente parou a colocando de frente para ele e sem que ela pudesse escapar a beijou, no inicio ela negou, até por estar um pouco assustada, mas depois se entregou, deixando o beijo rolar, calmo e apaixonado. Ele segurava ela pela cintura, e ela tinha os braços em volta do pescoço dele. Se separaram com dois selinhos, somente pela falta de ar, era incrível como quando estavam juntos tudo se completava.
– O que foi isso? – falou um pouco ofegante. Eles estavam com as testas coladas.
– Um beijo – falou como se fosse óbvio – Aliás... o melhor dos nossos beijos. – riu, provocando ela.
– Idiota – se separou quebrando completamente o clima – Você e sua incrível cabeça já pensaram em algo para tirar a gente daqui – perguntou histérica.
– Na verdade... nunca estivemos perdidos – riu – entra ai, vou te levar para casa. – falou entrando no carro.
– Eu quero te matar Fiuk, só não vou a pé porque realmente não sei aonde você está – gritou, bufou e acabou entrando no carro.
Depois de muitas reclamações de Cristiana, o carro ficou em silêncio durante o caminho inteiro, chegaram a casa de Cris e Fiuk avistou Erich de longe sentado em um dos bancos que tinham na parte externa do condomínio.
– Olha seu namorado sentado lá – provocou ela apontando para Erich.
– Ele não é meu namorado – deu ombros – Tchal – deu um beijo na bochecha dele rápido correndo para dentro do condomínio.
– Hey Cris, desculpa por hoje cedo. – se desculpou – Não sabia que tinha namorado.
– Tudo bem, Erich ele me perdoou – riu e trocou um olhar cúmplice com Erich – Tchal, depois a gente se vê – subiu correndo.
– Mãe – gritou – Agora ela tá assim, sai de casa e me deixa sozinha e abandonada. Cris se sentou no sofá, ligou a TV, mas nada passava de interessante... Até que chegou á um canal que passava clipes de música, na primeiro clipe ela nem ligou, ele já estava no final também, se deitou no sofa e ficou escutando a última parte da música, assim que acabou... outro clipe começou, e era a música que ela menos queria ouvir, a música que estava tocando no quarto dele a última vez que se beijaram, lembranças foram inevitáveis, podia beijar o cara que fosse mais seus lábios, seu coração sempre seriam somente dele, embora a garota ainda não soubesse disso.
Fiuk chegou em casa e assim que entrou na sala, avistou Murilo, Mariana e Élida sentados no sofá o encarando.
– Murilo – bateu as mãos, fazendo um típico “Ai papai”, em seguida olhou para as duas garotas – Vocês duas aqui? – perguntou estranhando, afinal... havia ficado com Mari sem ninguém saber, mas nunca passou disso, nem amigos eram... quanto mais a Élida nunca havia trocado nem um bom dia com ela.
– Elas vieram comigo leke – se entrometeu defendendo as garotas – Aonde você estava? Sua mãe falou que ainda não tinha chegado da escola e vamos falar aqui, faz um tempo que saímos da escola Fiuk.
– Ah cara, tava dando uma volta por aê – o que não era mentira, só escondeu o detalhe de Cris estar junto – Mas já to de saída de novo, será que a gente podia se falar outro dia – perguntou não querendo ser indelicado com os amigos, ou com o amigo? Os três entenderam, achando muito estranho acabaram indo embora. Fiuk não iria sair não, era um pequena mentira... estavam afim de ficar sozinho. Sentou na sua cama e resolveu escrever mais uma parte daquela música que estava compondo mais cedo.


“...As vezes eu me perco em palavrasque eu não sei dizer, e ver o seu sorriso é como estar no paraíso pra nunca mais te esquecer...”

Garota Radical Cap. 10

Capitulo 10

“...Hoje eu parei para escutar meu coração,que só fala de você desde quanto te vihoje as lembranças já fazem parte dessa cançãoque eu escrevi só para você...”

– Droga, que coisa mais Gay isso – falou riscando no caderno.
– Pois eu não achei – Cristiana se entrometeu em seus pensamentos dando sua opinião sobre a música.
– Oi – ele sorriu e tirou os fones de ouvido – Você gostou? Por enquanto só tenho essa parte, ainda tenho que terminar. – Cris sentou ao lado dele nas escadas.
– Eu amei essa parte – sorriu – É para alguém? – perguntou rápido e em um tom baixo.
– Na verdade – ele se aproximou um pouco mais dela – Eu achava que não, mas acabo de mudar de ideia – a olhou nos olhos. Ela já não queria mais explicações, apenas aquele olhar a fazia sentir que aquela canção era dela, somente para ela, dessa vez quem começou o beijo foi Cris, se aproximando um pouco de Fiuk lhe deu um selinho, esse a retribui com um beijo calmo, com as mãos em seu rosto massageava sua bochecha, ela por sua vez tinha as mãos na nuca do rapaz dando uma leve bagunçadinha nos cabelos dele.
– Temos aula – ela interrompeu o beijo sorrindo e eles se separaram indo em direção a sala de aula.
O dia até que passou rápido para alguns alunos do Primeira Opção, para outros nem tanto. Mas por fim o sinal de liberdade dos alunos tocou, em uma sexta-feira significava liberdade mesmo. Erich ia saindo de sua sala, mas avistou uma pessoa familiar.
– Cristiana – ele gritou, correndo atrás dela.
– Erich – ela sorriu – Nem te vi na minha sala hoje, provável que não tenhamos ficado na mesma sala ou eu que preciso de óculos? – eles riram.
– Não se preocupe, não foi esse o caso – riu – estamos em salas diferentes mesmo.
– Vamos juntos para casa? – perguntou para o garoto.
– Claro, porque não? – riu – Mas antes, queria fazer uma coisa desde que te conheci – se aproximou roubando um beijo de Cris. Fiuk que nessa hora passava perto do local observou a cena enciumado, ele sabia que não podia cobrar nada dela, mas era mais forte que ele mesmo... e não pergunte o porque disso... Nem ele sabia.
– Cristiana – Fiuk gritou, fazendo Erich se desgrudar dela.
– Fiuk? – se encararam.
– Érr... Erich vai indo para casa, depois a gente se fala – saiu atrás de Fiuk que andava apressado em direção a caminhonete branca estacionada na frente do colégio. – Espera Fiuk. – gritou, logo depois saiu correndo quando viu ele entrando na caminhonete. Entrou rapidamente na caminhonete – Qual seu problema? Dá para me escutar?
– O que é? – gritou batendo as mãos no volante, em seguida dando partida no carro.
– Perguntei já não ouviu? – gritou junto, colocando seu cinto – QUAL TEU PROBLEMA?
– Qual o seu problema, beijando um garoto na frente da escola – prestando a atenção no caminho.
– E o que você tem a ver com isso? Para sair correndo feito um louco – perguntou.
– Eu não tenho nada, aliás... nem sei porque veio atrás de mim – tentava fugir do assunto.
– Não fuja do assunto, confesse que está morrendo de ciúmes de mim – falou convencida – A principio, para onde estamos indo? – perguntou não reconhecendo o caminho.
– Ciúmes? Porque eu teria ciúmes de você? – perguntou pela primeira vez olhando para ela – Eu não sei para onde estamos indo, fiquei nervoso com seus gritos e me perdi droga.

Garota Radical Cap. 9

Capitulo 9

– Mãe – chamou assim que adentrou o apartamento, ninguém respondeu – Que estranho, ela disse colocando as chaves em cima do criado mudo. Foi até a cozinha e achou um bilhete na geladeira:
“Filha,Sei que chegaria com fome da escola, por isso decidi colocar o bilhete aqui na geladeira...O motivo de eu não estar em casa quando chegar é porque pensei muito noque você disse e resolvi procurar uma ajuda.Te amo muito meu amor, tem arroz, bife e feijão na geladeira...Só colocar no prato e esquentar, beijos mamãe.”
Cris terminou de ler o bilhete e sorriu.
Cris terminou seu almoço e desceu para colocar o lixo nas lixeiras, se desse sorte talvez já estivesse na hora do caminhão passar para recolher o lixo, desceu até as lixeiras, botou o lixo fora e quando estava quase entrando no prédio foi atropelada por um menino de olhos azuis que usava patins.
– Desculpa – Ele rapidamente a ajudou a levantar – Não foi minha intenção lhe machucar – sorriu – Tudo bem com você? – Perguntou preocupado.
– Tudo sim, fora o fato de nessa semana eu já ter sido atropelada duas vezes – ela riu – Cristiana Peres prazer – sorriu e estendeu a mão em direção ao rapaz.
– Erich Pelitz – pegou na mão dela terminando o aperto – o prazer é todo meu.
– Você é novo aqui no condomínio? Nunca te vi por aqui antes.
– É sou sim, cheguei ontem de mudança... Mas como fui ver o lance da matricula no colégio nem dei a honra da minha presença – os dois riram – Mas, eu vivo treinando, vai me ver mais vezes andando de patins por aqui.
– É? Que legal, e em que colégio vai estudar? – perguntou – Eu também estou sempre treinando, mas minha praia é outra – ela sorriu – Skate.
– Minha mãe conseguiu uma vaga para mim no Primeira Opção, Skate? Nossa que legal, sempre quis aprender. – confessou sincero.
– Ah demorou então, qualquer dia te ensino – sorriu – Mas agora preciso subir, minha mãe chegando ali ó – apontou para a mãe, em seguida acenando – A gente se encontra por ai, por falar nisso... também estudo no primeira opção – Sumiu da vista do garoto de encontro a mãe. Fiuk recém chegava na escola, para seu alivio já era sexta-feira, com fones de ouvido ele nem escutou o som do sinal, se sentou em uma das escadas e começou a compor uma música.

Garota Radical Cap. 8

Capitulo 8

Sala do diretor:
– Livramento por favor? – ela implorava de joelhos.
– Não Cristiana, não é não. Não vou deixar você parar de estudar por causa de argumentos bobos, e também não vou te deixar sem dupla no trabalho da professora de biologia, por uma simples implicância com o Fiuk.
– Não vai deixar mesmo! – Disse Fiuk entrando na sala – Deixa que eu me resolvo com ela Livramento – Falou batendo as mãos nas de Livramento e arrastando Cristiana para fora da sala.
– Qual teu problema garoto? – Brigou com ele, que nem dava bola, estava ocupado a empurrando para a direção do seu carro. Quando chegaram em frente ao carro Cris começou as reclamações. – Eu não vou entrar em um carro com você, sou contra estupros forçados – virou a cara.
– Estupros são todos forçados chatinha – ele riu e ela fechou a cara – Mas, você vai apenas estudar comigo – ele tentava a colocar dentro do carro.
– Não vou, não vou – batendo o pé e cruzando os braços.
– Vai sim dramatica, se não for eu vou te beijar – ele cruzou os braços e a encarou.
– Já estou indo – falou subindo rapidamente no carro.
– Coloca o cinto – disse dando a volta na caminhonete.
– E então o que vamos fazer Mari? – ele falava se servindo de sorvete no buffet.–
Tive uma ideia – pesando o seu copo de sorvete.
– Qual? – perguntou em tom baixo e colocando bastante calda de chocolate no sorvete.
– Quando nos sentarmos eu falo – pegou seu sorvete dando lugar para Murilo colocar o seu pra pesar.
– Cara, vai dar cem reais isso, colocou mil e uma coisas ai – o olhou assustada.
– Exagerada – falou a seguindo e se sentando na mesa de frente para Mariana – pronto, estamos sentados, agora fala – disse comendo um pouco de seu sorvete.
– Seguinte, você coloca uma pilha na cabeça do Fiuk para ele namorar com a Cris, e depois arranjamos um jeito de fazer algum garoto beijar ela e o Fiuk ver, ele vai terminar com ela na hora cara – riu tomando um pouco de seu sorvete – Vai ser uma ideia perfeita.
– Mariana, você pensou nisso tudo? Qual seu interesse nessa história? – perguntou desconfiado.
– O minimo, mais o Fiuk é um gato e a Cris é muito “meninino”, o Fiuk é muito gostoso para ela cara – completou seu pensamento, na metade de seu sorvete, enquanto Murilo... já havia terminado o dele.
– Fiuk, já estudamos demais... Agora eu vou mesmo – comunicou ela fechando os cadernos e as apostilas que se encontravam abertas ao chão do quarto.
– Tudo bem, e pelo visto também não vai aceitar minha carona nem com chantagem, acertei? – Ela acentiu e ele sorriu – Certo, eu te levo até a porta então.
– Obrigada – sorriu, pegou seu skate e seguiu Fiuk até a porta principal da casa – Tchal, e mais uma vez, muito obrigada por me ensinar a matéria, você tá sendo super legal – sorriu, subiu no skate e foi embora.Fiuk pegou uma latinha de coca-cola na geladeira e subiu para seu quarto, ligou o som e se deitou na cama, o inevitável aconteceu, pensamentos sobre Cristiana rondavam a cabeça do rapaz, não só os beijos, mas também as brigas, as alfinetadas, os estudos... Tudo nela tinha algo especial, embora ele não admitisse isso.
– Sua maluca – Ele riu e tomou um gole de sua coca-cola.Em cima do skate, fazendo manobras básicas, Cris estava com sua câmera fotográfica também, com música nos ouvidos e skate nos pés, ela fotografava todos que passavam na rua, e as fotos de pichações, flores e paisagens. Nesse ritmo chegou em casa.

Garota Radical Cap. 7

Capitulo 7

O sinal soou, e todos já estavam dentro da sala de aula.
– O trabalho hoje será feito em dupla, dupla que vocês terão até o final do ano, portanto cuidado na hora de escolher – ela olhou o relógio – cinco minutos é o suficiente para vocês escolherem as duplas né? Vamo lá, cinco minutos galera.
– Ai Murilo, vai fazer o trabalho com quem? – Fiuk perguntou.
– Com a Mariana, a Élida não veio hoje, foi mal aê cara – eles bateram as mãos e Murilo foi para o lado de Mariana.
– Tempo esgotado pessoal, Cristiana... Filipe já escolheram suas duplas? – a professora perguntou e os mesmos negaram – Bom, então serão uma dupla... Copiem essa atividade que são mais perguntas sobre si mesmo, me tragam amanhã, as perguntas das duplas ok? É somente para eu conhecer mais vocês – sorriu e bem nessa hora o sinal soou para o recreio.
– Cris, Cris – ele chamou.
– Tá virando mania – ela bufou e rolou os olhos – fala.
– Nada, só queria combinar de nós dois estudarmos de novo – sorriu torto.– É... – coçou a cabeça – Depois de ontem vou falar com o livramento para acabar com essa palhaçada, depois de... você sabe... de ontem – rolou os olhos – depois do nosso beijo de ontem não quero mais falar com você, te quero bem longe de mim – falou rápido e saiu correndo.
– Cris, espera droga – puxou ela, colando os corpos.
– Qu..e..f..oi? – saiu em um murmurio, os olhos já estavam colados, talvez fosse esse o motivo de Cris estar tão embolada nas palavras.
– O que tem o nosso beijo? Você não gostou? – falou olhando nos olhos dela e aproximando os lábios. O sinal ecoou pela escola, fazendo todos os grupinhos que se concentravam no pátio sairem correndo para as salas de aula.
– É, depois a gente se fala. Tchal. – Cris saiu correndo junto com os outros, sumindo no meio da multidão.
– Droga – chutou o banco de mármore que se encontrava na cantina – PORRA, MEU PÉ – Fiuk gritou, em seguida indo para sala.
– Murilo, você percebeu que agora o Fiuk só anda com a Cris? É Cris para lá, Cris para cá... Estou irritada com isso – falou gesticulando sua raiva, quase enforcando o coitado do Murilo.
– Não to entendendo Mariana, o amigo do Fiuk sou eu, você só conhece ele de vista, é amor platônico é? – riu sozinho, enquanto Mari o fitava com fúria.
– Cala boca seu retardado, é o seguinte precisamos separar esses dois, estão muito grudadinhos, você vai perder o amigo hem? – falou apontando para o garoto.
– Perder o amigo? – perguntou cruzando o portão ao lado de Mariana.
– É – concluiu.
– Então temos que fazer algo cara – repensou.

Garota Radical Cap. 6

Capitulo 6
– Me esperando boneca – ele provocou.
– Porque as vezes você é tão ignorante? – Bufou de raiva e saiu na frente.
– Você sabe onde tá o carro? – ele gritou.
– Não – gritou também, em seguida comendo um punhado de seu salgadinho.
– Então espera né? – correndo conseguiu chegar até ela. Seguiram até o carro, sem mais nenhuma palavra. Cris ligou o radio no alto volume e começou a dançar dentro do carro.
– Que foi que tá olhando? E você também que tá olhando – ela perguntava para as pessoas que passavam e viam a cena.
– Você bebeu? – puxou ela pra dentro do carro e fechou os vidros, o que não foi muito difícil já que esses eram automáticos.
– Não, aliás... estou morrendo de fome. A única coisa que coloquei na boca hoje foi esse salgadinho – ela riu comendo mais um pouco do salgadinho. Em poucos minutos chegaram a casa de Fiuk, Cris ficou admirada, afinal... sua mãe tinha dinheiro mas era muito pouco comparado a casa de Fiuk, seu apartamento não fazia nem metade da casa de Fiuk, talvez... fizesse o banheiro. Ela riu com esse pensamento e desceu do carro.Chegaram em casa e a empregada já havia feito o almoço, almoçaram e depois foram para o quarto de Fiuk a fim de terem uma privacidade e um silêncio maior para estudarem, passaram a tarde inteira estudando.
– Fiuk... Não aguento mais, chega chega chega... e tu não tem paciência comigo também – Disse ela jogando a caneta em cima do caderno e o fitando.
– Calma, tudo bem... a gente para, é cansativo mesmo, mas presta atenção... Se você estudar mais, se livra de mim mais rápido – ele sorriu e ela começou as alfinetadas.
– Pode mandar mais, eu aguento... onde estávamos mesmo? – eles riram.
– Quanto ódio nesse coraçãozinho, por falar em coração... Ontem eu entendi o porque de você ser assim – ele tocou no assunto de uns dias atrás.
– É tá sendo maior barra mesmo, mas ontem foi o limite... disse para ela ir procurar uma ajuda se não quem faria isso era eu – ela comentou. Se olharam, o silêncio reinou.
– É acho que vou embora – Cris falou se levantando, mas Fiuk foi mais rápido.
– Não, espera – No puxão que ele deu no braço dela, ela se desequilibrou e caiu, ele caiu por cima dela, as respirações já estavam descompassadas, os olhos cravados um no outro, e as bocas com sede de tomar uma a outra. Ambos se desejavam, e não tinha como negar mais isso, estavam a milímetros de distância, Fiuk lentamente passou seu nariz em volta do dela, voltou a olha-la e iniciou um beijo calmo e terno, que passou a ficar mais rápido com o tempo e com muito desejo.– Chega – ela se soltou do beijo – Já é o segundo beijo em menos de vinte e quarenta e oito horas, tá maluco? Sai de cima de mim – ela esperneava feito criança. Fiuk um pouco assustado saiu de cima dela.
– Cê tá maluca garota? – ele gritou.
– Você é que é um louco tarado – gritou e saiu batendo a porta. Fiuk bufou um pouco dentro do quarto e depois saiu atrás dela, afinal era de noite e ela estava sozinha.
– Espera garota – ele dizia indo atrás dela, a segurando pelo braço, quando conseguiu virar ela Cris estava chorando.
– Hey, o que foi? Não fica assim – Abraçou ela de lado – Vem, eu te levo para cara.
Minutos que pareciam séculos, e eles chegaram a casa dela. Em silêncio ela desceu do carro, entrou em casa e simplesmente capotou na cama, já ele ainda teria um longo caminho até em casa, decidiu parar em uma dessas AM PM'S de posto que ficam abertas até tarde para esfriar um pouco a cabeça, era incrível que sua vida de pegador, de jovem rebelde estivesse mudando tanto, ele pegou somente uma latinha de coca-cola e se sentou em uma das mesas, e novamente se lembrou dos beijos, dos dois, vinham em sequencias diferentes e a sua vontade era voltar a casa dela imediatamente e beija-la de novo. Terminou sua latinha, pagou e saiu. Chegando em casa a única coisa que fez foi dormir.

Garota Radical Cap. 5

Capitulo 5

O beijo cessou pela falta de ar de ambos, os corpos quentes, as mentes pesadas, ambos não sabiam o que pensar... o que sentir e como agir. Mas daquele beijo tenha a certeza, nenhum dos dois se arrependia.
I don't know what to do.
(...Eu não sei o que fazer...)
Cause I'm falling for you.
(...Porque eu estou caindo por você...)

Se separam, Fiuk de um lado do sofá e Cris do outro, a primeira reação foi se entre olharem e disfarçarem o olhar, alguém tinha que quebrar o silêncio, e esse alguém foi Cris.
– É, não to com cabeça pra estudar hoje, será que podemos marcar para outro dia? – Ela perguntou sem olhar ele nos olhos, se isso acontece podia ser perigoso para ela, perigoso para os dois.
– Tudo bem, eu...e...u vou indo então – falou indo em direção a porta e saindo.Cris se deitou no sofá e ficou pensando, mas algo veio em sua mente como se fosse uma onda que ela tentava quebrar, o beijo, em tudo que ela pensava era no beijo e de como tinha ficado, de um modo como nunca havia ficado com ninguém.No carro, Fiuk pensava no beijo, como um batalhão as imagens vinham em sua mente, que diabos tinha sido aquele beijo? Ele não sabia ao certo, mas tinha gostado... e muito, só não queria admitir.
No dia seguinte, a mãe de Cris estranha a filha estar dormindo em um sofá.
– Meu amor, o que aconteceu com você? – perguntou sacudindo a filha que a essa hora já se acordava.
– O que houve com você mãe? De novo eu cheguei e a senhora estava naquele estado, você precisa de ajuda, não consigo e não posso mais conviver com isso, e ontem foi o meu limite, espero que a senhora procure uma ajuda, porque se não fizer, faço eu, bem... agora vou tomar meu banho e ir para escola, também não quero perder o ano e dar mais um desgosto para senhora – foi irônica se retirando e deixando a mãe pensar.Ele viu ela chegando de skate, o papo que tinha com Murilo pareceu não fazer mais sentido e a única coisa que conseguia fazer era olhar para ela, não parecia estar bem, não estava com uma cara boa, pode ter sido por ontem...por sua mãe ou... por ele.
– Cris, Cris – ele a chamou.
– Se veio brigar por favor, hoje não... Já discuti em casa com minha mãe – ela já foi revidando.
– Nem é isso, queria saber se podemos estudar hoje? A matéria tá passando e você não pegou nem a do primeiro mês ainda.
– Tudo bem, mas pode ser na sua casa? Não quero passar por aquela situação de novo e também não quero que você passe.
– Ok, lá em casa hoje... a gente pode sair junto? – ela assentiu e ele na empolgação lhe deu um beijo na bochecha.
– D..d...es..culpa – ele sorriu e voltou para o lugar onde Murilo estava, mas antes gritou – Te espero na saída.
– Cara que melação foi essa? Não te reconheço mais, antes vocês pareciam coca-cola quando vê pepsi, sempre brigando e agora esse love todo? Não to te reconhecendo mais Fiukito ou diria... Frukito? – Fiuk deu um pedala em Murilo.
– Tá maluco é moleque? Não é melação não, a gente só combinou de estudar, e não me olha com essa cara – ele já foi se adiantando – porque tudo isso é culpa do Livramento.O sinal ecoou anunciando que todos deveriam estar dentro das salas de aula, Fiuk entrou na sala e o olhar rapidamente se cruzou com o de Cris que estava sentada na primeira classe. Esse desviou rapidamente passando para as cadeiras mais de trás onde era seu lugar de costume.
– Cristiana, me responda essa pergunta por favor? – O professor apontava no quadro a questão em que Cris tinha que responder, mas essa não sabia... afinal, não tinha conseguido estudar nada e nem estava com estado de espirito pra isso – Professor eu não sei a resposta, de boa mesmo.
– Mais tente, estamos todos aqui para aprender não? – “Ah! Que cara mais mala, queria eu estar andando no meu skate agora”,AAA não me tente Cristiana mental, se fosse por mim já estaria faz tempo, mas preciso estudar esqueceu?” “sem graça”.
– Professor acho melhor o senhor não insistir, a Cris tá passando por umas coisas ruins em casa e ela também chegou agora e eu nem tive tempo de ajudar ela na matéria – a voz soou lá de trás e assim que terminou, começaram os risinhos, as piadinhas, as gracinhas e todas aquelas coisas de adolescentes.
– Tudo bem, não insistirei, alguém quer responder essa pergunta? – perguntou. Ela saiu da sala, passou na máquina e pegou um salgadinho em seguida ficou sentada esperando Fiuk.

Garota Rdical Cap. 4

Capitulo 4

Sala de aula:
– Ai, que foi mano... Que te deu? Brigando com mulher agora? – Murilo perguntou.
– Com uma em especial – bufou e se jogou na cadeira.
– Cê acredita que ela foi a garota que eu atropelei? – Fiuk cochichou com Murilo.
– Que? Não pode, moleque a garota deve estar com muita raiva de você – ele riu baixinho.
– Qual é Murilo? Tô de saco cheio dela já – falava enquanto copiava a matéria.
– I qual é moleque, desde quando tu copia a matéria? – zoou.
– Desde quando o Livramento me pediu para eu ajudar aquela chatinha na matéria. – Falou imitando a voz de livramento
.– Vamos para o roller depois?
– Não vai rolar cara, tenho que combinar com a Cris de ajudar ela e tal, quem sabe depois se não ficar muito tarde eu não dou uma chegada por lá, beleza?O sinal ecoou anunciando o término das aulas por aquele dia, Fiuk saiu atrás de Cristiana para marcar o horário das “ajudas extras”.
– Falaê chatinha – provocou, ela já ia responder mas Fiuk levantou as mãos em sinal de paz e prosseguiu – Vamos marcar para hoje as aulas particulares da madame?
– Tudo bem, só vou levar meu bebê para arrumar e depois já passo lá na sua casa, qual o endereço? – ela falou tirando o celular do bolso.
– E correr o risco de ser atropelada de novo? Tá maluca garota, vamos fazer assim, a gente vai agora levar seu “bebe” para arrumar e depois vamos para sua casa, eu te ensino uma parte da matéria e depois eu vou pra minha casinha, super simples – ele sorriu como se fosse simples mesmo, depois de muita insistência ele conseguiu fazer ela aceitar.
Depois de arrumarem o bebe da Cris, que estava um pouco arranhado por causa do atropelamento, eles seguiram de caminhonete para casa de Cris, durante todo o caminho se eles trocaram duas palavras foi muito, uma porque se abrissem a boca era briga na certa e segundo porque realmente não tinham nenhum assunto em comum, eram pessoas completamente distintas. Ao chegarem em casa encontraram a mãe de Cris derrubada ao sofá com um copo de bebida caído na sala.
– O droga, Fiuk por favor vai embora... Outro dia estudamos ok? Por favor vai embora – Cris já tinha os olhos molhados, tentava pegar a mãe desmaiada no colo. Mas não conseguia, infelizmente já estava sem força para aquela situação, era quase todos os dias a mesma situação, sempre que chegava em casa encontrava sua mãe bêbada e desmaiada ao sofá.
– Não, eu vou te ajudar – Disse pegando a mãe de Cris e a colocando na cama, seguido de Cris o guiando para que não acontecesse nenhum desastre. Depois de colocar a mãe de Cris na cama, a mesma desligou a luz e fechou a porta do quarto, ainda se ouvia os soluços da garota, Fiuk podia ser o canalha que fosse, mas não aguentava ver mulher chorando. Cris se sentou ao sofá e com as mãos na cabeça apenas chorava.
– Hey, não fica assim, tem gente que passar por coisa muito pior – se sentou ao lado dela, e a segurou pelo queixo.
– Tem coisa pior do que chegar quase todo dia em casa e ver sua mãe nesse estado? Desde que meu pai morreu eu tenho aguentado essa situação – ela em um movimento rápido abraçou Fiuk, nem ela mesmo sabia explicar mais aquilo a reconfortava.
– Calma, calma – ele a acalmava fazendo um leve carinho em seus cabelos.
O clima já estava criado, Cris que antes estava encostada em seu peito levantou o rosto ficando cara a cara e olho a olho com ele, a química era tanta que eles não conseguiam desgrudar os olhos, Fiuk colocou as mãos delicadamente na face dela e iniciou um beijo calmo, cheio de carinho e ternura, que logo depois se transformou em um beijo rápido e cheio de desejo.
Parecia que o fim não chegava para o beijo, ambos estavam viciados na boca um do outro, como se fosse uma droga, era incrível... Mas todas aquelas brigas de repente sumiam gerando uma atração forte, forte demais.

Don't be afraid if I'll go crazy for you.
(...Não tenha se eu ficar louco por você...)
Don't be surprised if I fall at your feet.
(...Não fique surpreso se eu cair aos seus pés...)
I don't care about they think of me.
(...Eu não me importo sobre o que pensam de mim...)
I don't know what to do.
(...Eu não sei o que fazer...)
Cause I'm falling for you.
(...Porque eu estou me apaixonando por você...)

Garota Radical Cap. 3

Capitulo 3

No pátio:
– Qual é teu problema garota? Tá maluca? – perguntou irritado.
– Maluco é você, assassino! – gritou também irritada.
– Assassino? Você que se atirou na frente do carro sua doida – se aproximou mais dela.
– Ei ei garotos, chega vocês dois, me acompanhem até a direção. – Saiu sendo seguido por Cris e Fiuk.
– Então, me expliquem – Livramento falava os olhando. – Qual o problema de vocês dois? Antipatia a primeira vista?
– A segunda vista – Cristiana quebrou o silêncio entre os dois – Nós dois já nos conhecíamos, esse assassino me atropelou e por isso eu cheguei atrasada.
– Qual é? Essa garota atravessou na frente do carro com o skate, não deu tempo de para – ele rebateu.
– Era para não chegar atrasada Livramento, mas se ele estivesse com o carro em uma velocidade mais baixa não teria me atropelado. – fez drama.
– Acho que quanto a parâmetros de velocidade você não pode falar nada Cristiana, afinal... foi pega em um raxa com o carro da diretora – ele fitou Cristiana e Fiuk apenas abaixou a cabeça e riu. – Quanto a você Fiuk, irá ajudar a Cris sim nas matérias, você é um aluno bom apesar de tudo – ele analisava os dois – e sem discussão, podem voltar para sala de aula.
Os dois saíram da sala calados, mas Fiuk não perderia a oportunidade de alfinetar Cris.
– Então, você pegou o carro da diretora é? – ele riu – Como conseguiu ficar solta? – ele perguntou interessado.
– Isso aconteceu ano retrasado, motivo por eu ser expulsa da primeira escola, cumpri pena de serviços comunitários e minha mãe pagou pelo arranhãozinho que tinha no carro, satisfeito? – ela sorriu.
– Porque você apronta tanto? – ele peguntou, se interessando pelo assunto.
– Eu devo ter dupla personalidade, bipolar saca? – ela perguntou indo em direção a cantina.
– É tem mesmo – ele concordou a seguindo, mas como nem tudo são flores, ainda mais para esses dois a briga começou novamente.
– Tava demorando, – ela ironizou – Eu não quis dizer isso de verdade, só quis dizer que eu não sei o motivo para eu ser assim saco? – ela resmungou.
– Saquei, agora vamos para aula?
– Não, vai você... To com fome, vou ficar por aqui mesmo – respondeu, pegando um pouco de suco.
– Ainda por cima é magra – ele murmurou, em seguida se sentado em uma das mesas que tinha no pátio.– É de ruim mesmo – ela fez o mesmo – Aliás... porque estamos conversando? – ela o fitou.
– É né? Eu heim... – saiu da mesa e foi para sala de aula.
– Depois a bipolar sou eu? – Tomando um gole de suco.

Garota Radical Cap. 2

Capitulo 2

– Sim eu to muito bem, tire suas mãos de mim seu ogro – Me levantei, com um pouco de dificuldade, confesso... mas o importante era não precisar da ajuda daquele que me atropelou u.u, peguei meu skate e sai andando, talvez ainda desse tempo de chegar na escola, mas antes eu teria que passar no banheiro, eu estava com a testa e o joelho sangrando, se mamãe visse isso botaria a culpa no meu pobre bebê(leia-se: O skate). Inicio de ano e eu chegando atrasada, novo colégio, nova vida... e eu chegando atrasada, eu não canso de dizer que eu cheguei atrasada porque um maluco me atropelou, como eu sofro nessa vida meus deus. Sim com meu drama todo eu cheguei ao colégio, corri para o banheiro, fiquei mais “apresentável” e sai rumo a sala do diretor, precisava saber aonde eram minhas aulas já que não tinha um único ser naquele pátio, e adivinha porque? Pelo fato de eu estar chegando atrasada. U_U'
– Cristiana – o diretor sorriu. – Pensei que não viria mais, – porque existem pessoas irônicas no mundo? – vamos, vou te apresentar para a turma – ele falava me puxando, isso me lembrou meu tio, ele sempre fazia isso e também sempre dizia “como você cresceu” coisas de tio chato, todo mundo tem um. Eu ri sozinha novamente.
Sala de aula:
– Cara eu atropelei um garota hoje – Fiuk contava para Murilo.
– I teve presunto – ele riu da piadinha recebendo uma cara nada boa da professora – Mas e aê cara, foi por isso que chegou tão atrasadão? – perguntou.
– Claro né? E a garota ainda era maluca muleque, mas era gatinha – eles riram. – Ai papai – bateram as mãos e receberam mais uma cara feia da professora.– Foi mal aê – Murilo gritou com uma das mãos levantadas.
– Professora, com licença? – O diretor colocou somente a cabeça para dentro da porta, chamando a atenção de todos presentes na sala – Aluna nova, posso apresentar? – ele sorriu e a professora assentiu.
– Eu não costumo fazer isso com todos alunos vocês sabem bem disso né? – O diretor entrava na sala arrastando Cristiana, que ainda com um pouco de dor no joelho entrava devagar. – Mas, Cristiana Peres, a Cris é um caso especial, ela foi expulsa dos últimos dois colégios que estudou – toda a sala começou a rir e fazer piadinhas – e foi trazida ao Primeira Opção para ver se conseguimos fazer algo por essa encantadora menina – ela piscou para Livramento como se fosse a pessoa mais meiga do mundo – Emfim... quem gostaria de ajuda-la a recuperar as matérias de Março? – Livramento até perguntou, mas depois da pergunta... silêncio. – Estamos em Abril, qual é pessoal é só um mês que terão que passar e explicar a matéria a ela – ele incentivou, ninguém respondeu – Ótimo, se é assim... eu mesmo escolherei – ele sorriu – Filipe Galvão, é você. – O garoto que estava em uma conversa “super produtiva” com o amigo nem se ligou no assunto, enquanto isso Cristiana o olhava com panico.“assassino a vista, esconda-se Cristiana, já pensou se ele resolve jogar uma caixa de giz em você?” .
– FILIPE GALVÃO – Livramento gritou.
– Oi? – ele se virou pra frente, quando viu Cristiana ali e os olhares se cruzaram teve uma sensação estranha, alias... Não era ela a garota que ele tinha atropelado? – Q..que fo...i prof...e..ss..or? – perguntou gaguejando, ainda olhando para Cris, que o olhava com uma terrível cara de pânico.
– Você é o escolhido – Livramento sorriu, Cristiana virou a cabeça em direção ao quadro, – eram canetas ao invés de giz e o quadro era branco – pelo menos esse risco ela não corria “Uffa!”.
– Pra que? – ele abriu o olhos como se estivesse espantado.
– Vai ajudar Cristiana na matéria – sorriu paciente.
– E se eu não quiser? – Se escorou na cadeira, ficando mais a vontade.
– Vai ser ótimo se ele não quiser – Cristiana se meteu na conversa – Afinal, capaz de ele me fazer entender que 2+2 é cinco, só de vingança – todos riram, inclusive Livramento. Menos Fiuk é claro, e esse se levantou.
– Eu se fosse você não falava isso garota, afinal... quem precisa de ajuda aqui é você e não eu – a desafiou.
– Pois eu prefiro mil vezes ser burra do que aprender alguma coisa com você – gritou.
– Mesmo que eu fosse amarrado, esquartejado, estuprado jamais ensinaria algo a você – gritou se aproximando dela.
– Ei ei, chega vocês dois – Livramento se meteu na briga. – Vamos ter uma conversinha fora da sala de aula por favor, vão indo vocês dois na frente por favor. – Desculpa professora por isso, quero dar um aviso a vocês pessoal...

Garota Radical

Capitulo 1.

– Cristiana você não vai com esse matador ambulante de quatro rodas para escola me ouviu? – A mãe já impaciente gritava com a garota que com fones de ouvido e skate na mão estava prestes a sair de casa.
– Mãe, isso aqui não é um monstro e não vai me matar – ela sorriu – É apenas um skate, e você sabe que eu já ando a bastante tempo, sou a melhor... seria impossível acontecer qualquer coisa comigo – ela sorriu vencedora.
– Não tinha uma forma melhor de se matar não meu amor? Tinha que ser sobre quatro rodas e ainda por cima minúsculas? – Cristiana riu da preocupação da mãe. Era sempre assim, mas até que as duas se davam bem. Cris – como assim gostava de ser chamada – era skatista e adorava tirar fotos, outro hobbie favorito da garota era ouvir músicas, estava sempre com seu Ipod, e era nesse ritmo que ia para escola todos os dias, após passar pelas reclamações de sua mãe quanto ao seu “transporte” Cris pegava seu skate e seu Ipod e ia para escola, era sempre assim... exceto aquele dia. Fora tudo muito rápido, ela só se lembra de uma caminhonete branca vindo em sua direção, depois disso tudo ficou escuro e o apagão se formou em sua cabeça.Parte narrada pela Cris: Não sei o que aconteceu comigo, mas no colégio eu não estava, mas a sensação era a mesa... Dolorida, com sono e deitada? – abri os olhos lentamente, pude ver meio embaraçado algumas pessoas em volta de mim e um ser apertando meu pulso.
– Ai – gritei – Tira suas mãos de mim – tentei levantar, sem sucesso.
– Você tá bem? – ele perguntou, mastigando um chiclete como se fosse uma vaca, ou melhor... um boi, que nojo Cristiana mental*, ri sozinha enquanto todos me olhavam com uma cara como se eu fosse uma louca.
* Cristiana mental: Seria o outro eu da Cris? rs. Não tem aquelas pessoas que ficam falando sozinhas mentalmente? Ok, a Cris é assim -qq